JERA Explora Potencial de Fornecimento de Gás Natural Liquefeito do Alasca
2025-04-28 17:11
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Executivos da JERA, maior geradora de energia do Japão, afirmaram nesta segunda-feira que a empresa está considerando incluir o projeto de gás natural liquefeito (LNG) do Alasca como uma possível fonte de fornecimento, visando garantir a segurança energética e diversificação das fontes de energia. Naohiro Maekawa, responsável pela compra de LNG da JERA, destacou em uma coletiva de imprensa: "Do ponto de vista da segurança energética e da estabilidade da cadeia de suprimentos, o Alasca é uma opção relevante a ser considerada."

A iniciativa ocorre em meio à retomada das negociações sobre tarifas comerciais entre o Japão e os EUA. O representante comercial do Japão, Yoshimitsu Akizawa, planeja viajar aos Estados Unidos esta semana para discutir a pressão sobre as exportações causada pelas tarifas de 25% sobre produtos e tarifas de importação de automóveis, que foram implementadas durante o governo de Donald Trump.

O projeto de LNG do Alasca é um dos principais empreendimentos da política energética externa dos EUA, com um investimento total de 44 bilhões de dólares, abrangendo um gasoduto de 800 km e uma planta de liquefação. O projeto inicialmente visava atrair investimentos do Japão, Coreia do Sul e Taiwan, mas seu progresso foi lento devido ao alto custo de construção e detalhes ainda indefinidos. Embora o CEO da Mitsubishi tenha sugerido no mês passado um possível investimento, fontes internas alertam que a avaliação dos riscos deve ser feita com cautela. Fontes disseram à Reuters que o Conselho de Segurança Energética dos EUA planeja realizar uma cúpula no Alasca no início de junho, para incentivar empresas do Japão e da Coreia a se comprometerem com investimentos.

Para o Japão, a vantagem geopolítica do Alasca é clara – sua localização é mais próxima do Japão do que fornecedores tradicionais como Austrália e Catar, o que poderia reduzir o tempo de transporte em cerca de 10 dias. Contudo, fontes do setor de energia no Japão apontam que o custo do projeto continua sendo uma preocupação significativa para as empresas. Atualmente, o Japão importa cerca de 78 milhões de toneladas de LNG por ano, sendo o segundo maior comprador mundial, com a Austrália representando mais de 40% dessa quantidade. A JERA, por sua vez, é responsável por 45% das importações totais de LNG do Japão. Caso o projeto do Alasca se concretize, isso poderia reduzir a dependência do Japão de um único mercado, mas a JERA ressalta que "uma decisão será tomada apenas quando os benefícios de custo estiverem claramente definidos."

Além disso, o desempenho financeiro da JERA também influencia seus ajustes estratégicos. A empresa divulgou que seu lucro líquido para o ano fiscal encerrado em março de 2024 caiu pela metade, para 184 bilhões de ienes (cerca de 1,3 bilhão de dólares), principalmente devido ao impacto de seus negócios de geração de energia no exterior e de energias renováveis. Embora a empresa preveja uma recuperação do lucro para 230 bilhões de ienes neste ano fiscal, o lucro das suas operações de energias renováveis no exterior caiu 25,4 bilhões de ienes, o que evidencia os desafios de uma estratégia diversificada. Atualmente, a JERA opera 30 projetos de geração de energia em mais de 10 países, com uma capacidade instalada total de 13 gigawatts, enquanto sua capacidade doméstica é de 59 gigawatts.

À medida que o cenário global de energia evolui em direção à descarbonização, a JERA planeja aumentar a participação de energias renováveis de 2% para 20% nos próximos 10 anos, mas continuará dependendo de LNG e outras fontes tradicionais de energia para garantir a segurança do fornecimento no curto prazo. Maekawa enfatizou: "O projeto do Alasca precisa equilibrar viabilidade comercial, segurança energética e objetivos climáticos."

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