De acordo com pt.wedoany.com-As usinas brasileiras de açúcar e etanol que obtêm lucro por meio da cogeração de bagaço de cana enfrentam atualmente sérios desafios. A receita obtida com a venda do excedente de eletricidade caiu para o nível mais baixo em anos, justamente quando essa fonte de renda se tornou mais importante financeiramente para as usinas do que em qualquer safra anterior.

Os preços da energia no mercado brasileiro continuam baixos, o que está diretamente relacionado à forte expansão de fontes renováveis, como parques eólicos e geração solar distribuída de microescala, comprimindo a margem de lucro da cogeração de bagaço. Estima-se que, nesta safra, o lucro por tonelada de cana processada será de R$ 5,8. Desde a safra 2022/23, esse valor se manteve entre R$ 6,8 e R$ 7,4 por tonelada de cana. Ao mesmo tempo, com os atuais preços baixos do açúcar e do etanol corroendo a rentabilidade geral das usinas, o lucro da cogeração praticamente constitui toda a receita residual das usinas (Veeries).
A queda no lucro não é o único problema. Em junho deste ano, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) do Brasil ordenou, pela primeira vez, o desligamento de várias unidades de cogeração que queimam bagaço de cana, para lidar com o excesso de eletricidade. Essa situação não apenas ameaça a capacidade de geração de receita das usinas de energia de cana-de-açúcar, mas também pode causar problemas para a produção de açúcar e etanol, que precisam consumir parte da eletricidade gerada internamente.







