Recentemente, a África obteve novos avanços no desenvolvimento de projetos de energia solar, e os projetos relacionados em Togo e na Zâmbia têm atraído muita atenção.
A estação fotovoltaica solar da Zâmbia será construída juntamente com um sistema de armazenamento de energia de bateria de 40 MWh. Foto: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) aprovou um financiamento no valor de 26,5 milhões de euros (cerca de 29,5 milhões de dólares) para apoiar a construção de uma estação fotovoltaica solar de 62 megawatts em Sokodé, Togo. O projeto é desenvolvido em parceria pela empresa francesa de gestão de ativos Meridiam e pela empresa elétrica francesa (EDF). Quando concluído, a estação representará mais de um quarto da capacidade de energia renovável de 200 megawatts que o governo do Togo prevê colocar em operação até 2030.
A estrutura do financiamento é diversificada. O Banco Africano de Desenvolvimento oferece um empréstimo de até 18,5 milhões de euros, o Fundo de Energia Sustentável para a África (SEFA), gerenciado pelo próprio banco, fornece um empréstimo concedido sob condições favoráveis de até 8 milhões de euros. Além disso, a instituição francesa de financiamento ao desenvolvimento PROPACO também fornece um cofinanciamento adicional. O valor total do investimento no projeto é de 61 milhões de euros.
Kevin Kariuki, vice-presidente do Banco Africano de Desenvolvimento para Energia Elétrica, Energia, Clima e Crescimento Verde, disse: "O projeto solar de Sokodé é um feito histórico que demonstra o firme compromisso do Togo com a transição para as energias renováveis, está em conformidade com o acordo energético M300 do Togo que está sendo elaborado e com o compromisso de longo prazo do banco em apoiar os projetos de energia limpa em todo o continente africano".
Ao mesmo tempo, em outras regiões da África, a Zâmbia também abriu um novo capítulo no desenvolvimento de projetos de energia solar. A Zâmbia já iniciou a construção de uma estação fotovoltaica solar de 100 megawatts na região de Choma, no sul do país. De acordo com as informações do site da GEI Power, o projeto é desenvolvido em parceria pela empresa produtora independente de energia da Zâmbia (IPP), a GEI Power, e pela empresa turca YEO Teknoloji Enerji ve Endustri, e será construído juntamente com um sistema de armazenamento de energia de bateria de 40 MWh.
O projeto adota um modelo de construção em etapas. A primeira fase inclui a geração fotovoltaica solar de 50 megawatts e um sistema de armazenamento de energia de bateria de 20 megawatts-hora (BESS). Este projeto é uma parte importante para a Zâmbia alcançar a meta de adicionar 1 gigawatt de energia à rede elétrica até o final de 2025.
Vale a pena mencionar que, quando concluído, o projeto se tornará a primeira usina solar integrada com BESS conectada à rede elétrica no país e já assinou um acordo de compra de energia (PPA) com a empresa de utilidades da Zâmbia, a ZESCO Limited.
O projeto conta com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) por meio de sua iniciativa "Energia para o Crescimento na África" (E4G) e da Plataforma de Apoio ao Investimento e Assistência Técnica (PISTA). Com o auxilio da PISTA, o PNUD fornece serviços de consultoria para transações e auxilia na realização da avaliação de impacto ambiental e social do projeto, além de elaborar o "Plano de Ação de Gênero". O PNUD considera que essas medidas são essenciais para ajudar o projeto a atender aos requisitos de diligência devida dos investidores.
Makozo Chikote, ministro da Energia da Zâmbia, disse: "Garanto a todos os interessados presentes aqui que o Ministério da Energia continuará comprometido em apoiar as iniciativas do setor privado para complementar os esforços do governo na construção da infraestrutura energética. Continuaremos trabalhando para criar um ambiente propício à inovação, ao investimento e ao desenvolvimento sustentável".
A construção da estação fotovoltaica solar ajudará a diversificar a estrutura de energia elétrica da Zâmbia. De acordo com os dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, cerca de 84% da energia elétrica do país é gerada por usinas hidrelétricas, mas a geração hidrelétrica é vulnerável aos efeitos de secas prolongadas e, atualmente, mais da metade da população do país não tem acesso à eletricidade. O avanço do projeto solar espera-se que traga mudanças positivas para o fornecimento de energia e o desenvolvimento sustentável da Zâmbia.









