De acordo com pt.wedoany.com-A versão mais recente do Plano de Estruturação de Redes de Telecomunicações (PERT), divulgada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), aponta a existência de milhares de "desertos digitais" em todo o Brasil. De acordo com o documento, pelo menos 56 mil localidades não possuem acesso à internet por fibra óptica ou sinal telefônico, sendo que algumas delas carecem de ambos. Essas regiões, geralmente situadas no interior profundo do Brasil, enfrentam a falta de políticas públicas de inclusão digital e o baixo investimento de empresas privadas de telecomunicações.

Os dados do PERT 2026 foram obtidos de instituições como o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Fundação Palmares, que impactam regiões carentes de políticas públicas e investimento privado. O documento identificou cerca de 30 mil cidades, vilas e comunidades rurais sem acesso à internet banda larga por fibra óptica, e outras 26,4 mil localidades sem qualquer sinal telefônico disponível. As áreas mais afetadas pela falta de conectividade são aldeias indígenas, comunidades quilombolas, assentamentos agrícolas e ribeirinhos, além de trechos rodoviários que necessitam de conexão de rede. O documento também aponta que, embora muitos locais recebam sinais de internet e telefonia móvel, a qualidade é muito baixa.
As medidas já adotadas pela Anatel incluem regulação, proposição de políticas públicas e incentivo ao investimento de empresas de telecomunicações em regiões remotas. Recentemente, foram firmados acordos de cooperação entre operadoras, e houve expansão e autorização de órgãos públicos, como no leilão das faixas remanescentes da banda de 700 MHz. A conexão de moradores de áreas distantes depende da vontade dos agentes envolvidos, sendo o acesso à internet e à telefonia uma condição prévia para o exercício da cidadania e para a obtenção de serviços básicos como saúde e educação.










