iFood, do Brasil, reduz custos logísticos em 40% com aplicação de IA

2026-07-27 10:56
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De acordo com pt.wedoany.com-O CEO do iFood, Diego Barreto, afirmou durante o evento Impulso iFood 2026 que a empresa reduziu em 40% os custos na área de logística por meio da aplicação de tecnologia de inteligência artificial. Barreto destacou que a tecnologia é uma ferramenta para aprimorar capacidades profissionais, mas que o talento e a cultura são os fatores-chave para o sucesso do negócio.

Barreto explicou que a empresa alcançou seu primeiro avanço na área de inteligência artificial no final da década de 2010, quando construiu a infraestrutura de dados e modelos de aprendizado de máquina. Ele afirmou que o iFood adota uma postura crítica em relação à IA, e que os sistemas não entram em operação sem estarem diretamente conectados ao data lake. Todas as informações nesse data lake seguem um padrão de linguagem unificado e possuem níveis de classificação extremamente elevados, garantindo que os algoritmos obtenham os resultados necessários de forma eficiente. Atualmente, 95% de todas as informações dos sistemas do iFood já estão armazenadas no data lake.

O CEO apontou que, a partir de 2021, a empresa ajustou sua trajetória de desenvolvimento, estabelecendo uma parceria com a OpenAI e desenvolvendo sua própria plataforma proprietária. Ele também enfatizou que o núcleo da empresa está migrando de modelos de aprendizado de máquina para agentes de inteligência artificial. Barreto afirmou que o iFood desenvolveu uma plataforma interna que permite aos funcionários utilizar inteligência artificial generativa, e que a transição de modelos de aprendizado de máquina para modelos de agentes trouxe impactos positivos, mas também exige um processo de aprendizado. Por meio do desenvolvimento de produtos próprios, a empresa aumentou a precisão, ao mesmo tempo que se tornou mais confiável em termos de privacidade e segurança.

Barreto revelou que a fase de aprendizado e o desenvolvimento interno de produtos tiveram um impacto operacional significativo nos mais de 20 mil agentes do iFood, além de ajudar a eliminar ruídos na comunicação. Embora reconheça a importância da tecnologia, ele enfatizou que o cuidado com as pessoas é a prioridade da empresa, e que o "julgamento crítico" é uma capacidade cultivada desde o processo de recrutamento. Ele concluiu que os agentes de inteligência artificial podem amplificar ações, mas não conseguem amplificar significados. O julgamento deve ter significado, exigindo a introdução de informações públicas ou até mesmo elementos que não existem nos bancos de dados — isso é uma capacidade exclusivamente humana. As regras do jogo estão mudando; no final, a inteligência artificial não pode preencher lacunas. Essas lacunas só serão preenchidas quando a IA executar tarefas que os humanos, com sabedoria, lhe atribuírem.

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