De acordo com pt.wedoany.com-A Boeing planeja acelerar o desenvolvimento de sua próxima geração de aeronaves após concluir a certificação do 737 Max 7, Max 10 e do widebody 777-9. Esta é uma estratégia da empresa para gradualmente transferir recursos e capacidade de engenharia para o desenvolvimento de novos produtos, enquanto avança nos projetos existentes e aumenta a capacidade de produção.

Stephanie Pope, CEO da Boeing Commercial Airplanes (BCA), afirmou em Londres que, com a conclusão do processo de certificação e a transferência de recursos, o desenvolvimento de produtos começará a acelerar. Ela destacou que a empresa possui uma vasta experiência em engenharia, que pode ser gradualmente liberada para fortalecer a equipe de desenvolvimento de produtos. A Boeing prevê que a Federal Aviation Administration (FAA) certifique o 737 Max 7 neste verão, conclua a certificação do Max 10 até o final do ano e inicie as entregas do 777-9 a partir do próximo ano. Pope não forneceu um cronograma específico para o lançamento de novas aeronaves, reiterando que isso depende das condições de mercado, tecnologia e da própria preparação financeira da empresa.
Observadores do setor geralmente especulam que a Boeing e sua concorrente Airbus lançarão a próxima geração de aeronaves de corredor único em meados da década de 2030. No entanto, Rick Deurloo, presidente da divisão de motores comerciais da Pratt & Whitney, acredita que, devido às dificuldades na cadeia de suprimentos e à necessidade de estabilidade no setor, esse prazo pode ser adiado para cerca de 2040.
Pope enfatizou que a preparação financeira da Boeing depende fortemente da recuperação saudável do programa 737 Max, incluindo a conclusão da certificação e o aumento da produção. Ela revelou que o programa 737 contribui com até 70% do fluxo de caixa da BCA, tornando crucial restaurar sua taxa de produção normal. Atualmente, a Boeing está aumentando a produção mensal do 737 de 42 para 47 aeronaves e abriu uma quarta linha de produção em Everett no início de julho. A empresa afirma que a nova "linha norte" permitirá uma produção mensal de 53 aeronaves e estabelecerá as bases para novos aumentos de produção.
A Boeing acumulou um prejuízo de US$ 36 bilhões entre 2019 e 2024, mas voltou a ter lucro em 2025, com um lucro de US$ 2,2 bilhões. Até o final de março deste ano, a dívida da empresa era de US$ 44 bilhões. Em termos técnicos, executivos da Boeing afirmam que a próxima geração de aeronaves de corredor único precisa ser 20-30% mais eficiente do que os modelos atuais, e espera-se que essa melhoria venha principalmente dos motores em desenvolvimento por empresas como GE Aerospace, Pratt & Whitney e Rolls-Royce.
Chris Raymond, CEO da Boeing Global Services, destacou que, apesar dos períodos difíceis, a empresa nunca realmente parou de investir no desenvolvimento de produtos e sempre se esforçou para proteger o pipeline de pesquisa e desenvolvimento. A Boeing investiu cerca de US$ 2 bilhões em P&D na maioria dos anos da década de 2010, reduzindo para US$ 1,1 bilhão em 2021, mas documentos de valores mobiliários mostram que esse gasto voltou a US$ 2,2 bilhões em 2025.










