De acordo com pt.wedoany.com-O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 7,1 bilhões em crédito rural no âmbito do Plano Safra 2026/2027, envolvendo 29,1 mil operações, concluídas em oito dias após a abertura do período de recebimento de propostas.
Dos recursos aprovados, R$ 6,8 bilhões são do Programa de Agricultura Federal do Governo (PAGF) e R$ 351 milhões do crédito rural do BNDES. Por modalidade, a linha de investimento (destinada a instalações, máquinas e outros fins), aberta no dia 30, registrou o maior volume aprovado, com R$ 5,2 bilhões, correspondentes a 16,9 mil operações; já a linha de custeio, aberta no dia 28, aprovou R$ 1,9 bilhão, referentes a 12,2 mil operações.
Dos recursos aprovados, R$ 4,2 bilhões foram destinados a agricultores familiares, pequenos e médios produtores rurais e cooperativas, beneficiando cerca de 2 mil municípios.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o banco está comprometido em levar o crédito rural a quem precisa, cobrindo todas as áreas, como capital de giro, investimento, aquisição de máquinas e equipamentos; esses recursos atendem tanto à agricultura empresarial quanto à agricultura familiar, chegando a todos os estados do país por meio de uma rede de instituições financeiras cooperativas que abrange mais de 94% do território brasileiro.
O BNDES concede crédito por meio de instituições financeiras credenciadas. As mais de 20 linhas de financiamento do Plano Safra e do crédito rural do BNDES deste ano são operacionalizadas por esses agentes financeiros; cerca de 72% desses recursos (R$ 4,9 bilhões) são operados por bancos cooperativos e cooperativas de crédito, envolvendo 27,1 mil operações, o que representa 94% do total de operações. Esse modelo permite a distribuição descentralizada dos recursos de crédito em todo o país, facilitando a execução das políticas de apoio à agricultura.
O Plano Safra 2026/27 destina um total de R$ 72 bilhões em crédito para a agricultura brasileira, cobrindo o período de 16 de julho de 2026 a 30 de junho de 2027; o volume correspondente no plano anterior foi de R$ 70 bilhões. Desse total, R$ 40,5 bilhões são recursos equalizáveis, fornecidos por meio do Programa de Agricultura Federal do Governo (PAGF), com prazos, taxas de juros e orçamentos definidos para cada programa. As principais linhas do PAGF incluem o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) e o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota).

Dos recursos equalizáveis, R$ 21,5 bilhões são destinados a médios e grandes produtores da agricultura empresarial, com taxas de juros anuais entre 8,0% e 12,5%; R$ 18,9 bilhões são destinados à agricultura familiar, com taxas de juros anuais entre 0,5% e 7,5%. A maioria dos programas teve redução nas taxas de juros.
Os recursos da agricultura empresarial são distribuídos por meio de nove programas, incluindo Moderfrota, Pronamp, Renovagro, Inovagro, Proirriga, Prodecoop e PCA.
Na agricultura familiar, os recursos são distribuídos por meio de várias linhas do Pronaf. O Plano Safra deste ano destina R$ 18,9 bilhões ao Pronaf, 41% acima dos R$ 13,4 bilhões do Plano Safra 2025/26; os recursos especificamente destinados a agricultores familiares das regiões Norte e Nordeste neste período do plano somam R$ 646,9 milhões.
O BNDES também oferece crédito de longo prazo com recursos próprios para o setor agropecuário, sem participação na equalização de taxas de juros do Tesouro, com destaque para o crédito rural do BNDES, com orçamento de R$ 31,5 bilhões para os próximos 12 meses, ante R$ 30,3 bilhões na safra anterior. Essa linha pode ser utilizada para projetos de investimento, aquisição de máquinas, financiamento de custeio, apoio a cooperativas, bem como para a emissão de Cédulas de Produto Rural Financeiras (CPR-F) ou Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA), lastreados em direitos creditórios do agronegócio.
















