Empresa Brasileira de Terras Raras planeja investir US$ 969 milhões em projeto de terras raras, com produção prevista para 2031

2026-08-20 11:08
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De acordo com pt.wedoany.com-A Brazilian Rare Earths concluiu o estudo de escopo do projeto de terras raras Rocha da Rocha, no Brasil. O capex inicial estimado para alcançar a primeira produção de óxidos de terras raras é de US$ 969 milhões, incluindo contingência de 30%, instalações dedicadas de produção de reagentes e circuito de produtos de urânio. A empresa ainda precisa captar os recursos necessários para o desenvolvimento, e ainda não há um plano de financiamento completo definido.

O novo estudo é baseado apenas nos recursos minerais de Monte Alto. | Fonte da imagem: BRE

O projeto Rocha da Rocha pretende adotar um modelo de desenvolvimento de "pré-tratamento na mina e processamento centralizado". As minas de Monte Alto e Sulista realizarão mineração e beneficiamento separadamente, e o material será então transportado para uma instalação de processamento central para lixiviação, separação e preparação de produtos. Monte Alto planeja usar britagem a seco, peneiramento e separação por sensores, enquanto Sulista utilizará processos de flotação e concentração gravítica.

O estudo de escopo prevê que, nos primeiros cinco anos de operação, o projeto produza em média 6.351 toneladas de óxido de neodímio-praseodímio e 2.502 toneladas de concentrado de terras raras pesadas por ano, sendo que este último contém elementos como disprósio, térbio, ítrio, samário e gadolínio. A produção média anual durante toda a vida da mina está estimada em 5.276 toneladas de óxido de neodímio-praseodímio e 2.253 toneladas de concentrado de terras raras pesadas. O projeto também tem potencial para produzir subprodutos como urânio, escândio, nióbio e tântalo, mas a avaliação econômica atual não inclui receitas de produtos de urânio.

Os recursos minerais de teor ultra-alto de Monte Alto incluídos no estudo totalizam 3,4 milhões de toneladas, com teor médio de óxidos de terras raras de 11,26%; os recursos de Sulista somam aproximadamente 8,49 milhões de toneladas, com teor médio de 2,29%. Cerca de 44% do plano de produção é baseado em recursos indicados, enquanto os outros 56% são baseados em recursos inferidos, de menor confiança geológica, que ainda exigirão perfuração de adensamento e estudos técnicos para aumentar a confiabilidade dos recursos.

Com base nas premissas de preços de longo prazo e premissas técnicas adotadas pela Brazilian Rare Earths, o valor presente líquido após impostos do projeto é estimado em US$ 7,9 bilhões, com taxa interna de retorno de 89% e período de retorno do investimento de aproximadamente 1,1 ano. Esses indicadores provêm de um estudo de escopo preliminar com precisão de ±40% e não constituem estimativa de reservas ou base para decisão final de investimento; os custos reais de construção, produção e receitas ainda precisarão ser determinados por meio de estudos posteriores.

A empresa também está avaliando um plano para produzir concentrado de terras raras antecipadamente em Monte Alto, com capex estimado de US$ 91 milhões para alcançar a primeira produção de concentrado. Esse plano concentra-se principalmente em mineração, britagem, separação de minério e transporte externo, com o objetivo de formar um fornecimento faseado de produtos antes da conclusão da instalação central de separação. A Brazilian Rare Earths já obteve licença de mineração experimental e licença de exportação de concentrado de alto teor.

O estudo de pré-viabilidade do projeto foi iniciado em 2026, com previsão de conclusão e apresentação da avaliação de impacto ambiental em 2027; o estudo de viabilidade definitivo está previsto para começar em 2028, com a decisão final de investimento e o cronograma de construção visando 2029. O concentrado de Monte Alto poderá ser comercializado já em 2030, e os óxidos de neodímio-praseodímio e os produtos de terras raras pesadas estão planejados para entrar na fase de vendas em 2031.

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