Iniciativa Espacial de Energia do Reino Unido afirma que seu custo nivelado de eletricidade pode chegar a 10-30 libras por MWh

2026-08-21 16:21
Favoritos

De acordo com pt.wedoany.com-A Iniciativa Espacial de Energia do Reino Unido (Space Energy Initiative) publicou recentemente um livro branco, definindo a energia solar baseada no espaço (SBSP) como uma fonte de eletricidade contínua e despachável, considerando que ela pode contornar os gargalos de intermitência e armazenamento enfrentados pelas energias renováveis terrestres. O plano prevê a implantação de matrizes de painéis solares em órbita geoestacionária, coletando luz solar quase contínua e transmitindo-a sem fio para receptores terrestres. O livro branco estima que, após a expansão em escala do sistema da empresa Space Solar, o custo nivelado de eletricidade (LCOE) possa, em última análise, atingir entre 10 e 30 libras por MWh; também cita uma análise do Imperial College London indicando que, para cada 2 GW adicionais de capacidade SBSP na rede elétrica do Reino Unido, os custos anuais do sistema poderiam ser reduzidos em 1 a 2 bilhões de libras. O livro branco reconhece, ao mesmo tempo, que esses números são previsões, e não custos verificados, e que sua viabilidade comercial ainda precisa ser comprovada.

A transmissão de feixes de energia está se tornando uma questão central no nível de engenharia de sistemas. Um estudo divulgado pela Universidade de Columbia (Columbia University) em 29 de julho modelou configurações em órbita terrestre baixa, órbita média e órbita geoestacionária, bem como a transmissão de energia por radiofrequência, examinando variáveis como visibilidade dos satélites, períodos de eclipse terrestre e o tempo real de transmissão de energia para locais específicos em diferentes órbitas. O estudo conclui que analisar apenas a capacidade de geração reflete somente parte do problema; a posição orbital, a disponibilidade do feixe e o acesso ao receptor correspondem, respectivamente, ao fator de capacidade e às condições de conexão à rede de uma usina terrestre. Japão e China também estão avançando em pesquisas semelhantes: a revista japonesa revisada por pares Sistemas de Energia Solar Espacial (Space Solar Power Systems) atualizou seu volume de 2026 no início de agosto, com conteúdo centrado no projeto OHISAMA; já uma revisão publicada pela Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (China Academy of Space Technology) em 31 de julho sugeriu que é necessário realizar mais validações em órbita antes do desenvolvimento em larga escala.

A regulação está entrando no escopo das discussões de engenharia. Em 4 de agosto, a Instituição de Engenharia e Tecnologia (Institution of Engineering and Technology) do Reino Unido realizou uma conferência sobre os desafios técnicos, espectrais e regulatórios da SBSP, com palestrantes da Space Solar e do órgão regulador de comunicações do Reino Unido, a Ofcom. A transmissão de energia sem fio em larga escala não pode se desenvolver de forma independente do gerenciamento espectral e da regulamentação orbital; no livro branco, a Iniciativa Espacial de Energia também lista a certeza regulatória como uma das quatro pré-condições para o desenvolvimento comercial, sendo as outras três o financiamento público, a cooperação internacional e o envolvimento público. A questão atual não é apenas se os engenheiros conseguem transmitir energia de volta da órbita, mas se os desenvolvedores conseguem construir um sistema que os reguladores possam certificar e os operadores de rede possam integrar.

Os dados da NASA oferecem uma referência de outra dimensão. A análise divulgada pela agência no ano passado sobre dois conceitos de SBSP de 2 GW mostrou custos de ciclo de vida de 0,61 a 1,59 dólares por kWh, enquanto a energia eólica onshore, a solar e a hidrelétrica custam cerca de 0,02 a 0,05 dólares por kWh — uma diferença de 12 a 80 vezes. Com base nisso, a NASA concluiu que, para a SBSP se tornar competitiva, seriam necessárias melhorias nos custos de lançamento e na fabricação que superassem suas premissas de referência. Essa conclusão não contradiz necessariamente as previsões de custo mais recentes, pois as arquiteturas adotadas por cada parte são diferentes, mas também explica por que é preciso cautela ao comparar custos de manchete — uma cautela que também se reflete na forma como analistas de crédito precificam o risco de execução de infraestruturas não comprovadas. Os primeiros sinais de demanda já surgiram: a Meta reservou até 1 GW de capacidade da empresa norte-americana Overview Energy, que planeja transmitir energia via satélite na forma de luz infravermelha próxima para usinas solares existentes, com o objetivo de concluir uma demonstração em 2028 e entregar capacidade em 2030.

A energia solar baseada no espaço não precisa mais provar que a luz solar pode ser coletada em órbita ou transmitida sem fio; os desenvolvedores agora precisam demonstrar que essas capacidades podem operar de forma confiável, segura e econômica em conjunto. Essa aposta ecoa outras propostas de energia baseada no espaço apresentadas por empresas de computação em hiperescala devido ao crescimento do consumo de energia com inteligência artificial e, em última análise, depende da capacidade de construir um histórico que atraia acordos de compra de energia e sustente a financiabilidade da infraestrutura. Nos próximos anos, a questão central não será se a energia solar orbital é viável, mas se os desenvolvedores conseguirão transformar tecnologias comprovadas em infraestrutura financiável.

Este boletim é uma compilação e reprodução de informações de parceiros estratégicos e da internet global, destinado apenas para troca de informações entre leitores. Em caso de infração ou outros problemas, por favor, informe-nos imediatamente, e este site fará as devidas modificações ou exclusões. A reprodução deste artigo é estritamente proibida sem autorização formal. E-mail: news@wedoany.com