O Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão (METI) e o Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo (MLIT) anunciaram conjuntamente a designação de duas áreas costeiras no sul de Hokkaido — as zonas costeiras das cidades de Matsumae e Esashi — como zonas de promoção para leilões de projetos de energia eólica offshore. A decisão entrou oficialmente em vigor no dia 30 de julho. Esta medida visa acelerar o desenvolvimento da indústria eólica offshore do Japão e apoiar as metas nacionais de transição energética.
Essas duas regiões foram inicialmente pré-selecionadas em maio de 2023 como áreas com potencial de desenvolvimento e, posteriormente, passaram por várias rodadas de discussões e avaliações formais. A área costeira de Matsumae alcançou consenso de desenvolvimento em julho de 2023, enquanto a de Esashi concluiu a confirmação final em março de 2025. Para garantir a transparência do processo decisório, os órgãos competentes realizaram um período de consulta pública de 25 de junho a 9 de julho, durante o qual nenhuma objeção foi registrada, abrindo caminho para a designação oficial como zonas de promoção.
De acordo com o plano do governo japonês, a capacidade instalada de energia eólica offshore deverá atingir 10 GW até 2030; até 2040, esse número deverá aumentar para 30–45 GW (incluindo projetos flutuantes), sendo uma via essencial para atingir a meta de emissões líquidas zero até 2050. Para facilitar ainda mais a implementação dos projetos, o governo japonês aprovou recentemente uma legislação que autoriza a construção de instalações eólicas offshore fora da linha das 22 milhas náuticas do mar territorial, dentro da Zona Econômica Exclusiva (ZEE), fornecendo respaldo jurídico para o desenvolvimento em águas profundas.
Um representante do METI declarou: “A região costeira do sul de Hokkaido possui recursos eólicos abundantes, bem como infraestrutura portuária e de rede elétrica desenvolvida, tornando-se um local ideal para o desenvolvimento de energia eólica offshore. A criação desta zona de promoção atrairá mais empresas para participarem dos leilões, promovendo intercâmbio tecnológico e sinergia industrial.”









