Startup californiana OceanWell avança com tecnologia de dessalinização energeticamente eficiente
2026-01-19 11:57
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Apesar das mudanças nas políticas energéticas, as empresas norte-americanas continuam a investir em inovação em tecnologias limpas. A startup californiana OceanWell está a desenvolver um novo sistema de dessalinização que utiliza a pressão hidrostática natural das águas profundas para funcionar, com o objetivo de reduzir significativamente a dependência do setor em energia tradicional.

Os processos tradicionais de dessalinização requerem um consumo energético significativo para gerar pressão alta suficiente para forçar a água através de membranas de filtragem. O Departamento de Energia dos EUA observa que os custos de energia podem representar de 25% a 40% do custo total da dessalinização. A solução proposta pela OceanWell envolve a implantação de módulos de processamento no fundo do mar, utilizando diretamente a pressão da água circundante para realizar a maior parte do trabalho. A empresa afirma que a sua tecnologia pode reduzir o consumo de energia em até 40%, evitando simultaneamente a descarga de salmoura altamente concentrada e minimizando o impacto na vida marinha.

O CEO da empresa, Robert Bergstrom, destacou o potencial de aplicação global: "Esta colaboração marca mais um passo no nosso caminho para fornecer água sustentável em grande escala para comunidades costeiras em todo o mundo." Atualmente, a OceanWell está a avançar com o seu primeiro projeto-piloto comercial de "quinta de água" na Califórnia e a colaborar com a empresa japonesa Kubota Corporation em tecnologia de bombas. Recentemente, a empresa expandiu as suas operações para a Europa, estabelecendo um acordo com uma autoridade pública de água na região de Nice, França, com planos para iniciar um novo projeto de teste ainda este ano.

Além da eficiência energética, o design modular da tecnologia e o seu método de implantação offshore permitem economizar espaço em terra e aumentar a sua resiliência a desastres naturais. Nos Estados Unidos, outras entidades, como a Eden Technology em Utah e equipas de investigação da Universidade da Califórnia, Santa Bárbara, também estão a explorar diferentes caminhos para reduzir o consumo de energia e a pegada de carbono da dessalinização.

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