Recentemente, o Canadá e a China assinaram um novo acordo comercial que ajusta as políticas tarifárias dos dois países nos setores de veículos elétricos e produtos agrícolas, despertando a atenção da comunidade internacional. De acordo com os termos do acordo, o Canadá reduzirá as tarifas de importação para veículos elétricos chineses, enquanto a China reduzirá correspondentemente as tarifas para as exportações agrícolas do Canadá.

Especificamente, o Canadá permitirá a importação de até 49.000 veículos elétricos chineses por ano, com a taxa tarifária caindo de 100% para 6,1%. Esta cota será gradualmente aumentada para 70.000 veículos nos próximos cinco anos. Espera-se que mais da metade dos veículos elétricos chineses que entrarem sob a cota preferencial tenham preços inferiores a US$ 35.000, o que proporcionará mais opções aos consumidores canadenses e estimulará a dinâmica do mercado interno.
Por sua vez, a China implementará ajustes tarifários a partir de 1º de março de 2026, reduzindo a tarifa sobre a colza canadense de 84% para cerca de 15%, e eliminando as tarifas sobre lagosta, caranguejo, farinha e ervilhas. Estimativas oficiais canadenses indicam que esta medida liberará cerca de US$ 3 bilhões em pedidos de exportação estagnados.
O Primeiro-Ministro do Canadá, Mark Carney, declarou: "As medidas recentes focam-se inteiramente em abordar preocupações específicas nos setores agrícola e de produtos do mar, e não representam a base de uma parceria comercial mais ampla." Ele enfatizou que o acordo visa diversificar o comércio e reduzir a dependência de certas relações externas.
O Ministério das Relações Exteriores da China respondeu que a cooperação é baseada em princípios de benefício mútuo e abertura, visando apoiar a estabilidade e o desenvolvimento de ambos os países. Dados comerciais mostram que o volume total de comércio entre China e Canadá em 2025 foi de US$ 89,6 bilhões, com as exportações da China para o Canadá crescendo 3,2% para US$ 47,9 bilhões, e as importações do Canadá caindo 10,4% para US$ 41,7 bilhões.
A assinatura do acordo comercial sino-canadense é vista como uma tentativa de equilibrar o pragmatismo econômico com considerações políticas. Ao ajustar tarifas de forma limitada para veículos elétricos e produtos agrícolas, o acordo proporciona espaço de manobra para ambas as partes, evitando ao mesmo tempo arranjos abrangentes que poderiam suscitar preocupações externas.
Este acordo comercial sino-canadense não só afeta as interações econômicas bilaterais, mas também pode gerar efeitos em cadeia no cenário comercial global. A implementação subsequente do acordo será acompanhada de perto por várias partes, especialmente em relação à sua eficácia prática na promoção da estabilidade e diversificação do comércio bilateral.









