De acordo com pt.wedoany.com-O Serviço Geológico do Brasil (SGB) assinou, nesta quarta-feira (30), o contrato que dá início ao primeiro levantamento aerogeofísico do país, após uma década sem a coleta de novos dados aerogeofísicos. O estado do Tocantins será o primeiro a receber os voos de mapeamento, em um projeto que faz parte do acordo de registro de preços firmado entre o SGB e a empresa Xcalibur Smart Mapping em março de 2025.

O levantamento será realizado em uma área de 20 mil quilômetros quadrados no sudeste do Tocantins, utilizando métodos de magnetometria, gamaespectrometria e gravimetria strapdown. Integrado a dados anteriores, o levantamento terá uma resolução efetiva de 250 metros entre as linhas de voo, com o objetivo de caracterizar com mais detalhes as feições geofísicas regionais e oferecer novas perspectivas para a avaliação do potencial mineral. Os municípios abrangidos incluem Almas, Arraias, Aurora do Tocantins e Chapada da Natividade, entre outros.
O diretor-presidente do SGB, Inácio Melo, destacou: "Este trabalho está totalmente alinhado com o que o presidente Lula e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, têm defendido: ampliar o conhecimento sobre o nosso território, valorizar nossas potencialidades e abrir caminhos para a descoberta de novas áreas com ocorrência de elementos de terras raras e minerais estratégicos." Ele acrescentou que esta é uma conquista pela qual o SGB vinha se empenhando há muito tempo.
O estado do Tocantins possui um contexto geológico favorável à ocorrência de minerais estratégicos como ouro, cobre, níquel, fosfato, terras raras e grafite, além de ser cada vez mais relevante para a prospecção de recursos hídricos subterrâneos. O diretor de Geologia e Recursos Minerais, Valdir Silveira, ressaltou que a retomada fortalece a infraestrutura de dados geológicos do Brasil, trazendo novas possibilidades para a pesquisa científica, a exploração mineral sustentável e a busca por recursos estratégicos. O levantamento faz parte de ações como o Plano Nacional de Mineração 2030/2050 e o Programa de Imageamento Geofísico Profundo do Brasil (DEEP Brazil).
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