Em 4 de fevereiro de 2026, o American Journal of Roentgenology (AJR) publicou um novo estudo que indica que, ao longo dos últimos vinte e cinco anos, os avanços contínuos na tecnologia de tomografia computadorizada (TC) reduziram a dose de radiação dos exames de rotina em 2 a 10 vezes, mantendo a precisão diagnóstica.

Em uma revisão, a Dra. Cynthia H. McCollough e o Dr. Lifeng Yu, da Mayo Clinic, destacaram os desenvolvimentos-chave na redução da dose de TC desde o início do século XXI, enfatizando que a combinação de melhorias no hardware, otimização dos métodos de varredura e avanços nos algoritmos de reconstrução de imagem impulsionou essa tendência.
Os Drs. McCollough e Yu afirmaram: "A aplicação da TC com detectores de contagem de fótons (PCD) representa um salto significativo na eficiência da dose. Essa tecnologia melhora a qualidade do sinal ao reduzir o ruído eletrônico, otimizar o uso da energia dos fótons e permitir aquisições de alta resolução sem aumentar a carga de radiação."
O artigo também ressalta que a simples redução da dose de radiação não é a única métrica para avaliar o progresso tecnológico. Os autores alertam que é essencial manter a eficácia diagnóstica por meio de avaliações objetivas da qualidade da imagem baseadas em tarefas clínicas, especialmente diante da crescente adoção de ferramentas de reconstrução por aprendizado profundo e pós-processamento.
Ao comparar o desempenho de equipamentos de TC históricos e modernos, o estudo confirma que os scanners atuais podem obter imagens comparáveis ou superiores com níveis de radiação muito mais baixos, especialmente quando múltiplas tecnologias são integradas e ajustadas para necessidades específicas do exame.
McCollough e Yu concluem que o progresso contínuo na redução da dose de TC exigirá a colaboração entre radiologistas, técnicos e físicos médicos, juntamente com uma validação criteriosa de novas tecnologias, para preservar a precisão diagnóstica enquanto se garante a segurança do paciente.









