No dia 27, hora local, o Ministro das Relações Exteriores e Comércio Exterior da Hungria, Péter Szijjártó, declarou em uma coletiva de imprensa conjunta com o Ministro das Minas e Energia da Sérvia, Dubravka Đedović Handanović, em Belgrado, capital da Sérvia, que os dois países construirão um novo oleoduto para produtos petrolíferos semielaborados, além do oleoduto de petróleo bruto originalmente planejado, a fim de melhorar o nível de segurança do abastecimento energético de ambos os países.

Szijjártó afirmou que, para conter a capacidade da Ucrânia e da União Europeia de usar a energia para "chantagear" os países europeus sem litoral, a Hungria está acelerando o processo de construção do oleoduto de petróleo bruto entre os dois países. É totalmente possível que este oleoduto seja concluído antes do final do próximo ano. Além disso, os dois países também construirão um novo oleoduto para transportar produtos petrolíferos semielaborados. Isso melhorará o nível de segurança do abastecimento energético de ambos os países. No futuro, a coordenação dos mercados de petróleo, gasolina e diesel entre os três países sem litoral - Eslováquia, Hungria e Sérvia - permitirá uma melhor resistência à "chantagem energética" externa.
Szijjártó também mencionou que a companhia petrolífera sérvia NIS planeja fornecer 25 mil toneladas de diesel à Hungria em março para aliviar a difícil situação energética do país. Além disso, a empresa húngara de petróleo e gás MOL já chegou a um acordo com os acionistas russos da NIS sobre a aquisição das ações russas e está em negociações relevantes com o governo dos Estados Unidos, que atualmente estão progredindo bem. Szijjártó acredita que esta também é uma das melhores maneiras de resistir à chantagem energética externa.
Anteriormente, devido ao envolvimento de capital russo em sua estrutura acionária, a NIS enfrentou sanções dos Estados Unidos, colocando sua refinação, abastecimento de petróleo bruto e operações de mercado sob grande pressão. A parte sérvia já solicitou várias vezes aos Estados Unidos que, no contexto das sanções, permitam, por meio do ajuste da estrutura de propriedade ou da obtenção de isenções, garantir a segurança energética nacional e a estabilidade do mercado.









