A indústria de processamento de níquel da Indonésia enfrenta limitações no fornecimento de matéria-prima, com previsão de que a taxa de utilização da capacidade caia de 90% em 2025 para 70-75% em 2026. A capacidade instalada total das instalações de processamento de níquel do país é de 2,7 milhões de toneladas, mas as cotas de produção doméstica atendem apenas parte da demanda, levando as empresas processadoras a dependerem de importações.
Em 2026, a cota de produção RKAB de minério de níquel da Indonésia é de 260 a 270 milhões de toneladas, enquanto a demanda de processamento é de 340 a 350 milhões de toneladas, criando um déficit de oferta de 70 a 80 milhões de toneladas. Para suprir a escassez, a demanda por importações deve disparar de 15 milhões de toneladas em 2025 para 50 milhões de toneladas, um aumento de 233%, com as Filipinas se tornando a principal fonte de suprimento.
A queda na taxa de utilização da capacidade aumentará os custos unitários de produção, afetando a competitividade da Indonésia no mercado global de níquel. As empresas processadoras estão implementando estratégias de diversificação de importações e medidas de otimização operacional para enfrentar os desafios da cadeia de suprimentos.
A indústria de processamento de níquel da Indonésia precisa equilibrar a expansão da capacidade com o fornecimento de matéria-prima, melhorando a eficiência de conversão por meio de avanços tecnológicos para manter a competitividade de longo prazo. A avaliação de risco da cadeia de suprimentos mostra que a dependência de importações traz riscos como clima, geopolítica e volatilidade de preços.









