O setor de energia da Malásia está passando por um crescimento na demanda, impulsionado principalmente pela expansão industrial, digitalização e desenvolvimento de data centers. Em 24 de fevereiro de 2026, o Primeiro-Ministro Anwar Ibrahim afirmou que o governo restringiu a expansão de data centers não focados em IA nos últimos um ano e meio a dois anos, para garantir a segurança do fornecimento de energia e água. Isso requer coordenação sistemática de investimentos, como aumentar a capacidade despachável e reforçar a rede elétrica, e não apenas geração incremental de energia.
Neste contexto, o Esquema de Fornecimento de Energia Renovável Corporativa (CRESS) foi lançado, visando promover a compra direta de energia renovável. No início de 2026, os projetos CRESS planejados somavam cerca de 4 GW, envolvendo desenvolvedores como TNB Renewables e UEM Lestra. Os participantes precisam pagar uma Taxa de Conexão ao Sistema (SAC), que serve como ferramenta regulatória para garantir a recuperação de custos. No entanto, a trajetória da SAC não é clara, podendo ser revista a cada três anos, com aumentos permitidos de até 15% a cada revisão, o que impacta a viabilidade econômica dos projetos.
A Taxa de Conexão ao Sistema (SAC) tornou-se central para a capacidade de financiamento do CRESS. Análises da Aurora Energy Research mostram que, em um cenário base, a faixa da SAC, calculada com base nos valores de 2024, é de 200-220 ringgit/MWh. Através de previsões de cenários, as partes interessadas podem avaliar o caminho da SAC, incorporando-a em sua modelagem financeira de longo prazo para reduzir incertezas. À medida que a economia digital e a capacidade de energia renovável da Malásia se expandem, análises transparentes são cruciais para a implementação de políticas. A Taxa de Conexão ao Sistema (SAC) deve ser baseada nos fundamentos do mercado de energia para apoiar um crescimento sustentável.









