Comissão do Lítio da Argentina foca na agenda de 2026: Desenvolvimento de Fornecedores e Infraestrutura
2026-03-19 10:58
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A deputada nacional da província de Catamarca, ex-ministra provincial de minas e ex-secretária de minas, Fernanda Ávila, afirmou recentemente que o desenvolvimento de fornecedores qualificados e a coordenação da infraestrutura entre as províncias produtoras e as empresas do setor são suas principais prioridades como secretária executiva da Comissão do Lítio. Ela também participou da conferência PDAC em Toronto, destacando o renovado foco dos investidores internacionais na Argentina após a implementação do quadro RIGI.

A Comissão do Lítio é composta pelas províncias de Catamarca, Jujuy e Salta, com o objetivo de coordenar as políticas e estratégias do setor. A presidência é rotativa anualmente entre as províncias, atualmente exercida por Jujuy, com Ávila responsável pela coordenação executiva. As partes interessadas nacionais, incluindo o Ministério do Desenvolvimento Produtivo, a Secretaria de Mineração, o Ministério do Interior, o CONICET, bem como empresas do setor e fornecedores, também participam.

Ao discutir as prioridades de gestão, Ávila observou: "Os fornecedores são um grande desafio, pois precisamos nos preparar para o futuro, não apenas em relação ao lítio, mas também ao cobre." Ela confirmou que a Comissão do Lítio colaborará com a Comissão do Cobre, enfatizando que "existem muitos interesses comuns, e o desenvolvimento de fornecedores é uma questão transversal."

Sobre as estratégias de desenvolvimento de fornecedores e mão de obra locais, Ávila enfatizou a necessidade de começar com "uma avaliação sólida das capacidades atuais, necessidades futuras e lacunas". Ela disse: "O primeiro passo é entender onde estamos e para onde devemos ir." Ela também mencionou que o trabalho de coordenação é crucial para evitar desperdício de recursos e que é necessário trabalhar com os governos nacional e provinciais para estabelecer um roteiro político claro.

A infraestrutura é outra área-chave. Ávila apontou: "Muitas empresas operam em áreas vizinhas, por isso é essencial coordenar esforços para identificar soluções conjuntas." Ela acrescentou que, dadas as limitações de infraestrutura em nível nacional, "é necessário criar plataformas de diálogo onde o governo nacional atue como coordenador." O Conselho Federal de Investimentos já está mapeando as necessidades de infraestrutura, destacando a importância de identificar sinergias para que a infraestrutura possa servir à mineração, hidrocarbonetos, turismo ou agricultura.

Outros trabalhos da Comissão incluem a harmonização de padrões tributários e a coordenação com organizações multilaterais como o Banco Interamericano de Desenvolvimento, o Banco Mundial, entre outras, para obter apoio. Na conferência PDAC, Ávila observou que os investidores estrangeiros mostraram forte interesse na Argentina e em Catamarca, atribuindo esse interesse à implementação do RIGI: "Esta iniciativa restaurou um nível de certeza, ajudando a manter os investimentos, apesar da volatilidade dos preços do lítio." Ela afirmou que, desde a implementação do RIGI, houve uma mudança perceptível no nível de interesse, com perspectivas positivas, especialmente em Catamarca, onde projetos de cobre, lítio e ouro devem avançar.

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