Calgary – François Poirier, CEO da TC Energy, operadora de gasodutos, afirmou recentemente que o Canadá pode perder a oportunidade de fornecer energia confiável ao mercado global se não reduzir drasticamente o tempo de aprovação de projetos.
Poirier observou que há uma demanda crescente por exportações de gás natural liquefeito (GNL) na costa oeste da América do Norte, especialmente para mercados asiáticos.
No entanto, Poirier ressaltou que o processo prolongado de aprovação de novos projetos de gasodutos no Canadá está prejudicando sua competitividade em relação a outros atores do GNL. Ele citou o exemplo de um projeto similar no México que obteve aprovação em apenas sete meses, enquanto a legislação federal aprovada no Canadá no ano passado, embora pretenda limitar o cronograma a dois anos, ainda precisa ser otimizada na prática. Poirier disse: "Precisamos ter a mesma criatividade, expertise e espírito de execução, embora em uma escala muito maior, porque agora estamos competindo no cenário mundial."
Estas declarações foram feitas enquanto a TC Energy comemora seu 75º aniversário. A empresa, anteriormente chamada Trans-Canada Pipe Lines Ltd., foi criada por um ato do parlamento em 1951 e concluiu, em 1958, o que era então o gasoduto mais longo do mundo, ligando o fornecimento de gás de Alberta a Ontário. Em entrevista, Poirier lembrou que, desde a concepção até a operação do gasoduto, levou apenas quatro anos, destacando a importância da execução eficiente.









