Em uma sessão prolongada da Comissão de Mineração do Senado, o Ministro de Mineração da província argentina de Salta, Gustavo Carrizo, apresentou os principais avanços do setor: 31 relatórios de impacto ambiental emitidos em seus primeiros cem dias de gestão, um portfólio de 35 projetos de lítio e um pipeline crescente de mineração de metais. A estratégia oficial combina simplificação de licenças, fortalecimento da capacidade institucional na região da Puna e coordenação com o sistema educacional, sendo que atualmente apenas 1% do território potencial está sendo explorado.
Carrizo destacou: "A velocidade de aprovação é uma variável-chave para o investimento." Ele enfatizou o contato direto com operadores e a simplificação de processos na estratégia oficial, e pediu aos legisladores que estudassem a inclusão de um mecanismo de exploração preliminar por meio de declaração jurada, já utilizado em outras jurisdições mineiras para fases de baixo impacto. Um fator estrutural da política de mineração de Salta é o baixo nível relativo de conhecimento geológico, com apenas 1% da região da Puna explorada, o que explica o papel central da exploração na agenda pública.
A província possui um extenso portfólio de projetos, incluindo lítio e metais. No lítio, 35 projetos estão em diferentes estágios: 4 em produção, 5 em construção, 2 em avaliação para construção, 3 em fase piloto e mais de 20 em exploração e estudos de pré-viabilidade. Nos projetos de metais (ouro, prata, cobre), 1 mina está em produção, 2 projetos estão em avaliação para construção, 7 em fase de exploração avançada e 15 em fase de exploração inicial. No geral, Salta possui mais de 70 projetos de mineração ativos, predominantemente na fase de exploração.
No âmbito do regime de incentivo a grandes investimentos, seis projetos estão em avaliação ou já aprovados, com investimentos superiores a US$ 7,5 bilhões, incluindo Rincón (Rio Tinto), Diablillos (AbraSilver), Sal de Oro (POSCO), Sal de los Ángeles (Plasa Argentina) e PPG (Ganfeng Lithium). Esses projetos posicionam Salta no mapa regional de investimentos estratégicos em lítio, com alta participação de capital internacional. Além do lítio, a província mantém uma posição estável no setor de minerais industriais, com as exportações de boratos crescendo 35,2% em 2025, alcançando aproximadamente US$ 129 milhões.
A abordagem institucional apresentada ao Senado delineou três dimensões: agilidade regulatória, visando reduzir a incerteza nas fases iniciais; territorialização da política de mineração, fortalecendo a capacitação profissional; e treinamento e emprego local, alinhando a oferta de capital humano com as demandas do setor. A discussão legislativa também incorporou variáveis-chave de sustentabilidade, como protocolos de consulta prévia com comunidades indígenas e licença social, e a aplicação de regulamentações ambientais. Embora o foco da sessão fosse a gestão administrativa, surgiram preocupações sobre a necessidade de expandir a infraestrutura industrial, com Carrizo destacando que a Secretaria já havia intensificado o controle sobre as rotas de mineração.









