O Departamento de Comércio dos EUA recentemente forneceu um pacote de investimento de US$ 1,58 bilhão para a empresa americana de terras raras, incluindo uma subvenção de US$ 277 milhões e um empréstimo de US$ 1,3 bilhão, garantindo uma participação acionária de 8-16% para o governo. O acordo visa apoiar a construção da cadeia doméstica de suprimentos de terras raras, envolvendo instalações de mineração em Sierra Blanca, Texas, e uma fábrica de fabricação de ímãs em Stillwater, Oklahoma, com operações previstas para 2028 e 2026, respectivamente.
No entanto, a estrutura do acordo gerou questionamentos de democratas no Congresso. A membro sênior do Comitê de Ciência, Espaço e Tecnologia da Câmara, Zoe Lofgren, apontou em uma carta de 10 páginas ao Secretário de Comércio Howard Lutnick que a empresa de investimentos Cantor Fitzgerald, anteriormente liderada pelo secretário Lutnick e agora operada por seu filho, é responsável por arrecadar US$ 1,5 bilhão em capital privado, o que poderia criar um conflito de interesses. Lofgren afirmou: "Essa estrutura cria um sinal de alerta fundamental de governança."
A investigação do Congresso exige que o Departamento de Comércio forneça documentos relevantes até 3 de abril de 2026, revisando a estrutura de participação acionária, autoridade legal e processo de negociação. Simultaneamente, o Senado também está revisando outras transações de participação acionária no campo de minerais críticos, indicando uma supervisão legislativa mais ampla.
Esta controvérsia destaca uma nova tentativa de investimento de capital federal na política de recursos estratégicos, visando reduzir a dependência de terras raras importadas, mas enfrenta desafios em termos de estrutura de governança e mecanismos de responsabilização. No futuro, tais investimentos podem influenciar a formulação de políticas em áreas tecnológicas cruciais, como semicondutores e materiais para baterias.









