A Ormat Technologies dos EUA concluiu recentemente a emissão de títulos conversíveis preferenciais no valor de US$ 875 milhões. Este montante, superior aos US$ 750 milhões inicialmente anunciados, reflete a forte demanda dos investidores pelo setor geotérmico.

A empresa emitiu duas séries de títulos: a Série A no valor de US$ 725 milhões com taxa de juros de 1,50%; e a Série B no valor de US$ 150 milhões com taxa de 0,00%, ambos com vencimento em 2031. O preço de conversão inicial foi estabelecido em aproximadamente US$ 140,40 por ação, representando um prêmio de 30% sobre o preço da ação no momento da precificação. Os investidores aceitam um rendimento mais baixo em troca da oportunidade de valorização futura das ações.
A emissão deve gerar receitas líquidas de cerca de US$ 853,6 milhões. Estes recursos serão usados para recomprar títulos conversíveis no valor de US$ 285,9 milhões com vencimento em 2027, alocar aproximadamente US$ 25 milhões para recompra de ações, e destinar o restante para fins corporativos gerais, visando otimizar o balanço patrimonial e manter flexibilidade para crescimento. Esta operação fornece uma referência importante para o financiamento do setor geotérmico. A Ormat, sendo uma das poucas empresas geotérmicas listadas em bolsa, possui um portfólio global de operações e fluxos de receita estáveis, com uma capacidade total de geração de 1.835 MW.
O mercado de financiamento geotérmico atual apresenta uma tendência de diversificação. Por exemplo, a Controlled Thermal Resources planeja uma listagem via SPAC, e a Fervo Energy concluiu uma rodada de financiamento Série E de US$ 462 milhões. O caso da Ormat indica que o capital do mercado público favorece empresas com histórico comprovado e ativos operacionais, onde os investidores priorizam desempenho operacional e receita contratual. A energia geotérmica está sendo posicionada como uma fonte de energia estável e despachável para complementar as energias renováveis variáveis, atendendo ao crescimento do consumo elétrico. No entanto, desenvolvedores em estágio inicial podem enfrentar desafios de financiamento, com o fluxo de capital concentrando-se mais em plataformas com risco reduzido.









