Recentemente, a atividade global de perfuração offshore mostrou-se dinâmica em várias regiões-chave, envolvendo múltiplos projetos no Brasil, Egito e México. O projeto Raia em águas ultraprofundas da Equinor na Bacia de Campos, Brasil, iniciou a perfuração de desenvolvimento, enquanto um novo programa de perfuração focado em gás foi lançado offshore no Egito, e novas transações surgiram no mercado de plataformas de perfuração jack-up no México.
No Brasil, o navio-sonda Valaris DS-17 começou a perfurar para o projeto Raia, operado pela Equinor. Localizado na área pré-sal da Bacia de Campos, a 200 km da costa e em lâmina d'água de aproximadamente 2.900 metros, o projeto planeja perfurar seis poços. O projeto Raia possui reservas recuperáveis projetadas superiores a 1 bilhão de barris de óleo equivalente (boe) e está previsto para entrar em produção em 2028, com capacidade de produção diária de gás de até 16 milhões de metros cúbicos, o que, segundo a Equinor, poderia atender cerca de 15% da demanda de gás do Brasil. Geir Tungesvik, Vice-Presidente Executivo de Projetos, Perfuração e Aquisições da Equinor, afirmou: "Enquanto a perfuração avança, as atividades de integração e comissionamento do FPSO estão progredindo bem, colocando-nos no caminho para um início seguro das operações em 2028." O FPSO será conectado aos poços, e o gás será transportado por um gasoduto de 200 km até Cabiúnas, em Macaé, no estado do Rio de Janeiro. Espera-se que a intensidade de emissões de CO₂ do projeto seja de aproximadamente 6 kg/boe. Outros parceiros do projeto incluem a Repsol Sinopec Brasil e a Petrobras.
No Egito, a Arcius Energy, joint venture entre a bp e a ADNOC, iniciou uma campanha de perfuração offshore para gás, centrada no navio-sonda Valaris DS-12, que já entrou nas águas territoriais egípcias para começar um programa de quatro poços. O plano inclui perfurar um poço de desenvolvimento e um poço de exploração para a bp, seguido por dois poços de exploração para a Arcius Energy, visando as perspectivas de Atoll West e Nofret no Mar Mediterrâneo Oriental. O Ministério do Petróleo e Recursos Minerais do Egito declarou que esta atividade faz parte da estratégia upstream do país para 2026, visando apoiar o aumento da produção doméstica nos próximos cinco anos.
No México, a Borr Drilling chegou a um acordo para adquirir cinco plataformas de perfuração jack-up da Fontis Finance por um total de US$ 287 milhões. Todas as plataformas estão atualmente localizadas no México. Bruno Morand, CEO da Borr Drilling, comentou: "Estas plataformas foram adquiridas a uma avaliação atrativa, com níveis de equilíbrio de dívida e caixa por plataforma inferiores aos da nossa frota existente. Continuamos a acreditar que as plataformas de águas rasas têm importância estratégica para nossos clientes, especialmente em um momento em que a segurança do abastecimento energético e a confiabilidade na execução são cada vez mais importantes." A transação está prevista para ser concluída no terceiro trimestre de 2026, sujeita à aprovação do controle de fusões.
Além disso, a construtora de poços brasileira Constellation Oil Services reportou uma receita líquida de US$ 597 milhões em 2025, um aumento de 6% em relação ao ano anterior, com uma taxa de utilização da frota de 95%. A empresa estendeu os contratos das plataformas Gold Star e Atlantic Star e iniciou novos contratos para as plataformas Alpha Star e Laguna Star. O CEO Rodrigo Ribeiro afirmou que a empresa está pronta para "aproveitar o próximo ciclo de crescimento do mercado offshore brasileiro."









