Joint venture de energia renovável entre Petrobras e Lightsource BP deve ser concluída em junho
2026-05-13 17:37
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De acordo com pt.wedoany.com-A joint venture (JV) entre a Petrobras e a Lightsource BP em projetos de geração de energia renovável está próxima de ser concluída. "Esperamos finalizar os últimos detalhes da parceria em junho deste ano", afirmou Angélica Laureano, diretora de Logística, Comercialização e Mercados da empresa. Na época do acordo, ela chefiava a área de Transição Energética e Sustentabilidade e liderou a parceria.

Pelo acordo, a Petrobras adquire 49,9% de participação na Lightsource BP Brasil. Esta última detém atualmente a usina fotovoltaica Milagres (212 MWp), no Ceará, em operação desde 2023, além de projetos em estágio avançado de desenvolvimento (totalizando entre 1 GW e 1,5 GW) e outros em estágios menos maduros.

Laureano afirmou ainda que a companhia está avaliando a participação no leilão de reserva de capacidade de baterias (LRCap) "dentro do quadro de suas parcerias", mas não revelou mais detalhes estratégicos.

O atual diretor de Transição Energética e Sustentabilidade, William França, disse em entrevista coletiva que a Petrobras pode implementar a eletrificação em cinco refinarias, com capacidade total de até 2,2 GW, incluindo capacidade de baterias. Atualmente, o consumo médio de energia elétrica das refinarias da empresa é de 70 MW, mas a Refinaria de Paulínia (Replan) consome 300 MW. França destacou que a eletrificação não apenas reduz as emissões da empresa, como também libera mais gás natural para o mercado.

Os dois diretores também comentaram os planos da Petrobras para o etanol. Laureano afirmou que a empresa busca entrar nesse mercado por meio de "parcerias significativas com players relevantes", e que já há negociações em andamento, mas nenhum negócio foi fechado.

A presidente da companhia, Magda Chambriard, afirmou que o etanol, juntamente com os combustíveis eletrônicos, está inserido na estratégia de transição energética da Petrobras, onde a empresa vê vantagens na área molecular. "Temos a logística pronta, e isso realmente abre possibilidades para o etanol, o biodiesel e os combustíveis coprocessados com óleo vegetal."

França apontou outras vantagens do etanol, por meio das sinergias com o downstream. "Do etanol, você pode extrair diversas frações muito importantes. Por exemplo, usaremos 85% de óleo industrial de milho (proveniente da produção de etanol) na biorrefinaria do Rio Grande do Sul, para produzir SAF (combustível sustentável de aviação) e HVO (óleo vegetal hidrotratado)." Ele também prevê que, em quatro anos, a Replan consumirá 1,2 bilhão de litros de etanol para produzir SAF pela rota Alcohol-to-Jet. "É importante avançar no projeto do etanol, tanto pela posição estratégica do etanol, quanto pelas sinergias muito fortes que ele tem em todo o nosso downstream."

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