A Airbus e a Sikorsky estão reposicionando seus helicópteros comerciais pesados para um retorno ao mercado offshore. Com o crescimento da demanda por operações de energia em águas profundas que exigem maior alcance, a necessidade por helicópteros pesados no setor está se tornando cada vez mais evidente.

Helicópteros bimotores supermédios de nova geração, como o Airbus H175 e o Leonardo AW189, podem transportar até 16 passageiros, mas têm alcance limitado. Em regiões como Brasil e Canadá, o raio de missão frequentemente precisa exceder 200 milhas náuticas, o que está impulsionando a demanda por helicópteros pesados. A Sikorsky está aumentando a produção do S-92 para até 12 unidades por ano e transferindo a linha de montagem de West Palm Beach, Flórida, para Owego, Nova York. Leon Silva, da Sikorsky Global Commercial, afirmou: "Em 2020, havia 40 S-92 armazenados; agora são zero. Cerca de 92% da frota offshore de S-92 ainda está em serviço, com uma taxa de utilização de aproximadamente 98%." A Airbus, por sua vez, está trabalhando para restaurar a credibilidade offshore do H225, prejudicada pelo acidente na Noruega em 2016. O modelo já está sendo usado em missões de petróleo e gás no Brasil, China e outros lugares, e recebeu aprovação da Shell no ano passado. Michel Macia, gerente do programa da família Super Puma da Airbus, disse: "A Shell é uma referência em segurança; obter sua aprovação ajuda na confiança do mercado." O padrão atualizado S-92A+ inclui uma caixa de transmissão principal de estágio quatro, melhorando a segurança. Observadores do setor apontam que o retorno dos helicópteros pesados pode afetar a entrada no mercado do novo Bell 525. O H225 e o S-92 também estão se expandindo para novos papéis, como combate a incêndios.









