A KNOT Offshore Partners divulgou recentemente seu relatório financeiro do quarto trimestre, referente ao período encerrado em 31 de dezembro de 2025, reportando um prejuízo líquido de US$ 6,2 milhões. Esse prejuízo foi impulsionado principalmente por uma despesa de redução ao valor recuperável (impairment) não monetária de US$ 20,3 milhões no navio Bodil Knutsen. A empresa afirmou que, excluindo esse impairment, teria obtido um lucro de US$ 14 milhões no trimestre.
A receita total no quarto trimestre foi de US$ 96,5 milhões, ligeiramente inferior aos US$ 96,9 milhões do trimestre anterior. As despesas operacionais aumentaram para US$ 34,7 milhões, principalmente devido a custos mais elevados de combustível em um navio que passou por um dique seco programado. A utilização operacional programada da frota atingiu 99,5%, mas a taxa de utilização geral, considerando o impacto do dique seco do Synnøve Knutsen, foi de 96,4%.
Em 19 de março, a empresa anunciou que encerrou as discussões com a Knutsen NYK Offshore Tankers sobre uma proposta não vinculativa de aquisição. A proposta, apresentada em 31 de outubro de 2025, visava adquirir todas as unidades ordinárias em circulação por US$ 10 em dinheiro por unidade. O CEO e CFO Derek Lowe declarou: "Continuamos focados em melhorar a cobertura de contratos de afretamento de nossa frota e aproveitar as oportunidades de realuguel que surgem periodicamente no atual ambiente de mercado." Ele acrescentou que o conselho de administração está focado em otimizar a estratégia de criação de valor e avaliar opções de alocação de capital.
No mercado brasileiro, a implantação de unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência (FPSO) tem tensionado a oferta no mercado de navios-tanque shuttle. A KNOT Offshore Partners relatou que a produção de petróleo na região já excede o limite superior das expectativas. A empresa prevê que o crescimento da produção superará o aumento da oferta de navios, ajudando o mercado a absorver os oito novos navios-tanque shuttle programados para entrega entre 2026 e 2028.
O navio Vigdis Knutsen iniciou um contrato de afretamento por casco nu (bareboat charter) com a Shell a partir de 4 de novembro de 2025, com validade até 2030. Em outro evento, o Tordis Knutsen ficou fora de serviço para reparos em 16 de fevereiro de 2026 devido a uma falha no gerador a diesel, com previsão de retorno às operações em maio de 2026.
Em 31 de dezembro de 2025, a KNOT Offshore Partners tinha uma liquidez disponível de US$ 137 milhões, incluindo US$ 89 milhões em caixa e US$ 48 milhões disponíveis em linhas de crédito. A dívida total com juros no final do período era de US$ 960 milhões.









