Indústrias Colombo do Brasil aumenta receita em 12% e lançará a primeira colhedora de pimenta-do-reino do mundo
2026-05-11 16:50
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De acordo com pt.wedoany.com-Em um cenário onde a maioria das empresas do setor de máquinas agrícolas no Brasil enfrenta queda nas vendas devido à redução de investimentos por parte dos produtores das principais culturas, a fabricante Indústrias Colombo, do interior de São Paulo, conseguiu um crescimento na contramão do mercado ao focar em culturas de nicho. Em 2025, a receita da empresa aumentou de R$ 533 milhões em 2024 para R$ 601 milhões, um crescimento de 12%, impulsionado principalmente pelo desempenho dos equipamentos para a cafeicultura e pela expansão da área plantada de amendoim.

O COO da empresa e representante da terceira geração da família fundadora, Neto Colombo Neto, afirmou que a empresa atua há muito tempo no segmento de culturas de nicho, e alguns mercados específicos apresentam bom desempenho. Por exemplo, os produtores de amendoim são seus principais clientes. Na Agrishow 2026, a Colombo lançará um novo produto voltado para a cultura da pimenta-do-reino — uma recolhedora-trilhadora, o primeiro equipamento do mundo a mecanizar a colheita da pimenta-do-reino. O Brasil é o segundo maior produtor e exportador mundial de pimenta-do-reino, atrás do Vietnã. Segundo dados do IBGE, a colheita anual é de 125 mil toneladas, e as exportações nos primeiros 11 meses de 2025 somaram cerca de US$ 300 milhões (aproximadamente R$ 1,5 bilhão pela cotação atual). O equipamento foi desenvolvido pela MIAC, marca de máquinas agrícolas do grupo. Até então, a colheita da pimenta-do-reino era totalmente manual.

A recolhedora de pimenta-do-reino é baseada em um equipamento similar que a empresa produz para a colheita do café robusta. As regiões de cultivo das duas culturas são próximas e possuem topografia acidentada, exigindo máquinas diferentes. O implemento da MIAC é tracionado por trator e recolhe os ramos que caem sobre lonas dispostas no chão. Para o café arábica, a empresa lançou no ano passado um equipamento que auxilia na varrição e recolhimento dos grãos derriçados. Neto afirma que a empresa é líder de mercado no segmento de recolhimento de café caído no chão, e o crescimento recente se deve à boa situação da cultura e aos lançamentos realizados entre 2024 e 2025.

No segmento de leguminosas, a MIAC apresentou na Agrishow uma plataforma de corte compacta, com largura de apenas 4,20 metros (menos de um terço do equipamento tradicional), destinada a áreas pequenas ou terrenos irregulares, utilizando sensores de cópia de solo para maior precisão de corte. A empresa também produz grandes colhedoras de amendoim, que podem chegar ao preço de R$ 600 mil. Em 2025, a área plantada de amendoim no Brasil expandiu quase 25%, e a Colombo aproveitou para ampliar suas vendas. Neto explica que isso se deve, em parte, à baixa nos preços da soja. O amendoim é cultivado em rotação com a cana-de-açúcar, e se o preço da soja não estiver favorável, o produtor migra para o amendoim. No entanto, ele prevê uma redução na área de amendoim em 2026, classificando o movimento como um "ajuste natural".

A empresa tem atualmente uma produção anual de cerca de 3.000 produtos e planeja investir R$ 30 milhões em 2026 na ampliação de duas fábricas e na introdução de equipamentos modernos, como robôs de solda e usinagem. O centro de pesquisa e desenvolvimento está preparando lançamentos para os próximos anos e a entrada em outros mercados de nicho ainda não divulgados. Além disso, a subsidiária do grupo, Aemco (que fabrica componentes de transmissão para máquinas agrícolas), está ativamente explorando o mercado externo, buscando substituir a China como fornecedora para fabricantes de equipamentos nos Estados Unidos e na Argentina. Neto afirma que a Aemco utiliza a proximidade geográfica e as tensões comerciais entre China e EUA como vantagens, e a maioria dos contatos com clientes está atualmente em fase de validação. A Aemco contribui com cerca de 30% da receita do grupo e atua como um hedge ao vender peças para o mercado de reposição quando o mercado de máquinas novas está fraco.

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