De acordo com pt.wedoany.com-A indústria mexicana de dispositivos médicos procura romper com o papel de mera fabricante e passar a priorizar o consumo de produtos nacionais. Num contexto de políticas governamentais para fortalecer a cadeia produtiva interna, o setor inspira-se nas experiências das indústrias de calçado e têxtil, com o objetivo de substituir as importações pela produção local.
Javier Dávila, diretor-geral de Planeamento e Avaliação do Ministério da Economia, afirmou: "Temos de impulsionar o uso dos nossos dispositivos médicos internamente." Atualmente, este setor representa 12% do PIB nacional do México e planeia consolidar ainda mais a sua posição como polo de desenvolvimento tecnológico.
Na Cimeira de Inovação em Dispositivos Médicos, Jorge Reyes, presidente da Comissão de Políticas Públicas da Associação Mexicana de Indústrias Inovadoras de Dispositivos Médicos, salientou que o México se encontra no limiar de passar da "manufatura" para a "criação inteligente". Sublinhou: "É hora de passar do 'Feito no México' para o 'Criado no México'." Embora o país já seja o maior fornecedor de dispositivos médicos dos Estados Unidos e o sexto maior exportador mundial, a maior parte da investigação, desenvolvimento e inovação clínica ainda é realizada no estrangeiro.

Outro ponto crítico do setor reside nos prazos de aprovação regulatória. Empresas relatam que o processo de certificação de novas tecnologias pela Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários pode levar até dois anos, o que atrasa a entrada de terapias avançadas no sistema de saúde nacional e reduz a atratividade para o investimento. Reyes reconheceu: "Nós exportamos, mas não compramos." Dados mostram que os países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico têm, em média, 51 dispositivos médicos disponíveis por milhão de habitantes, enquanto o México possui apenas 10, revelando um enorme espaço para o consumo interno.
Por isso, o setor apela ao aumento da despesa em saúde pública e à simplificação de processos, ao mesmo tempo que promove a substituição de importações face às mudanças no ambiente comercial. Reyes afirmou: "Se já somos o sexto maior exportador, devemos fortalecer a investigação e desenvolvimento, gerar emprego. O Ministério da Economia já deu instruções para desobstruir os entraves." O especialista Raimundo Tenorio também considera que as políticas públicas devem catalisar o crescimento industrial e revelou que o governo está a planear a construção de um polo de empresas farmacêuticas no Estado do México, para fortalecer a capacidade de produção local.
A conferência também se focou na rastreabilidade dos dispositivos médicos. Os participantes consideram que melhorar o rastreamento dos produtos ajuda a garantir a qualidade, aumentar a confiança dos pacientes e, consequentemente, acumular credibilidade para o fabrico mexicano, construindo uma política industrial que integre produção, inovação e desenvolvimento tecnológico local.
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