De acordo com pt.wedoany.com-A Petrobras está estudando projetos para aumentar a capacidade de produção de fertilizantes em suas fábricas existentes, revelou o gerente executivo de Processamento de Gás Natural da companhia, Wagner Felício, em entrevista coletiva no dia 13 de maio. Felício afirmou que essa avaliação é semelhante às ampliações de capacidade realizadas nas refinarias da empresa, ainda está em fase de estudos e precisa passar por análises econômico-financeiras internas e comprovar rentabilidade.
A Petrobras opera três fábricas de fertilizantes nitrogenados nos estados da Bahia, Sergipe e Paraná, respondendo juntas por cerca de 20% do mercado brasileiro de ureia. A companhia também planeja inaugurar uma nova unidade em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, em 2029, cujo Conselho de Administração aprovou, em abril, um investimento de aproximadamente US$ 1 bilhão para a retomada das obras da fábrica UFN III.
O presidente Lula visitou, em 14 de maio, a fábrica de fertilizantes nitrogenados em Camaçari, na Bahia, que teve a produção retomada em janeiro. A unidade, que havia sido arrendada à Unigel durante o governo Bolsonaro e estava parada desde o final de 2022, foi reativada pela Petrobras com um investimento de R$ 100 milhões e produz 1.300 toneladas de ureia por dia, cerca de 5% da demanda nacional.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou em discurso no dia 13 de maio que o setor privado fracassou na produção de fertilizantes e que a retomada da fábrica foi viabilizada pelo aumento da produção própria de gás natural, o que ajuda a reduzir o custo de oportunidade do gás e a dinamizar o setor de fertilizantes. Ela também criticou as discussões sobre o plano de desconcentração do mercado de gás natural, que está na agenda regulatória da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e previsto para ser implementado em 2027.
Chambriard afirmou que a chave para a redução do preço do gás é a produção em larga escala, e não a troca de mãos ou decretos. O Projeto de Lei Profert (PL 699/2023) está na pauta da Câmara dos Deputados, concede isenção fiscal para o gás natural e oferece incentivos tributários para fábricas de fertilizantes, mas ainda não foi votado em plenário. Proposto pelo senador Laércio Oliveira, o projeto foi aprovado pelo Senado em março de 2024 e, na Câmara, tem como relator o deputado Júnior Ferrari, cujo texto substitutivo estabelece um limite de cinco anos ou R$ 7,5 bilhões em renúncia fiscal. Em novembro de 2024, o projeto quase foi aprovado, mas foi barrado pela intervenção do então ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Após a eclosão da Guerra do Irã em 2026, a Frente Parlamentar da Agropecuária voltou a pressionar pela aprovação do projeto.
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