Investimento em exploração de minerais críticos no Brasil cresce cerca de 240% em 5 anos, com previsão de US$ 76,9 bilhões nos próximos 5 anos
2026-05-30 17:02
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De acordo com pt.wedoany.com-O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), em parceria com a KPMG, divulgou recentemente o "Guia da Mineração no Brasil". Os dados mostram que, nos últimos cinco anos, o investimento do Brasil em exploração de minerais críticos para a transição energética global cresceu cerca de 240%, e o volume de extração aumentou aproximadamente 40%. A previsão é que, entre 2026 e 2030, o Brasil invista US$ 76,9 bilhões no desenvolvimento mineral, um aumento de 12,5% em relação à projeção anterior.

O ritmo acelerado da transição energética global e da reorganização das cadeias de suprimentos impulsiona a demanda por cobre, lítio, níquel, cobalto, grafite e diversos elementos de terras raras para as indústrias de veículos elétricos e baterias. A mineração brasileira combina vantagens de escala, diversidade mineral e uma sólida base exportadora. As reservas comprovadas de minerais críticos no país são consideráveis, com destaque para o nióbio, onde ocupa a primeira posição global; grafite e terras raras, ambos na segunda posição mundial; e níquel, na terceira.

No final do ano passado, o governo brasileiro autorizou oficialmente a emissão de debêntures incentivadas, permitindo que projetos relacionados a cobalto, cobre, lítio, níquel e terras raras captem recursos por meio de títulos com isenção fiscal. O objetivo é atrair capital privado e impulsionar a mineração de uma orientação voltada à exportação de matérias-primas para a agregação de valor na cadeia, como o refino mineral. Recentemente, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) lançaram conjuntamente um edital de inovação, com foco no financiamento de projetos nas áreas de desenvolvimento de minerais críticos, mineração urbana e mineração sustentável. O MCTI anunciou que destinará R$ 200 milhões para apoiar projetos capazes de agregar valor à cadeia de suprimentos mineral, aumentar a autonomia tecnológica do setor e promover a transição energética.

Um relatório divulgado pela PwC Brasil aponta que o país carece, há muito tempo, de plantas de refino e processamento de minerais críticos, com investimentos insuficientes em pesquisa e desenvolvimento relacionados e baixa integração entre a mineração e a indústria de manufatura avançada. Além da fragilidade na etapa de processamento, o Brasil enfrenta outros gargalos, como a lentidão nos processos de licenciamento ambiental, incertezas regulatórias nas áreas de exploração e a necessidade de fortalecimento da rede de infraestrutura de transporte.

O Ministério de Minas e Energia (MME) está acelerando os esforços para aprimorar o sistema de apoio à cadeia de valor dos minerais críticos, buscando construir um ambiente de investimento mineral mais seguro, transparente e competitivo. No ano passado, o Brasil reativou o Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), responsável por impulsionar a agregação de valor na cadeia de minerais críticos, promover a diversificação da mineração e o comércio exterior. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que será criado um comitê especial de minerais críticos diretamente ligado à Presidência da República, encarregado de coordenar as negociações internacionais sobre o tema. A edição de 2026 do "Guia do Investidor em Minerais Críticos no Brasil", recém-divulgada pelo MME, já detalha o arcabouço regulatório relevante, com o objetivo de atrair investimento estrangeiro para projetos de exploração e processamento mineral no país, facilitando a atuação de investidores interessados em operar na cadeia de suprimentos mineral brasileira.

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