De acordo com pt.wedoany.com-A Maruti Suzuki lançou o primeiro veículo flex-fuel produzido em série na Índia. O ministro dos Transportes do país, Nitin Gadkari, e o ministro do Petróleo e Gás Natural, Hardeep Singh Puri, participaram do evento de lançamento, demonstrando a importância estratégica do projeto para o governo local.
Atualmente, a Maruti Suzuki ainda não divulgou o modelo específico, mas a imprensa local especula que pode ser o compacto Wagon R ou o crossover Fronx. O Wagon R é considerado a opção preferida devido ao seu posicionamento de mercado e volume de vendas.

O governo considera a promoção do etanol uma política nacional, visando reduzir a dependência energética externa e fortalecer a economia rural. Atualmente, cerca de 87% do consumo de petróleo da Índia depende de importações, tornando sua economia vulnerável às flutuações do mercado internacional e às tensões geopolíticas. Ao substituir parte da gasolina importada por etanol produzido localmente, a Índia busca alcançar autonomia energética e, ao mesmo tempo, criar novas fontes de receita para o setor agrícola.
O ponto de partida da tecnologia de veículos flex-fuel no Brasil foi em 2003, quando a versão a gasolina do Volkswagen Gol 1.6 Power foi convertida no Gol Total Flex. Desde então, os veículos flex-fuel representam entre 80% e 85% dos registros de automóveis de passeio no Brasil. A produção de etanol no Brasil é altamente concentrada em grandes cadeias agroindustriais, dominada por grupos como Raízen, São Martinho e BP Bioenergy. O ministro dos Transportes da Índia citou repetidamente o Brasil como referência global nesse setor, defendendo a adaptação dessa experiência à realidade local.
Graças ao programa de mistura obrigatória, o teor de etanol na gasolina vendida na Índia já atingiu 20% (E20). O veículo flex-fuel da Maruti Suzuki pode utilizar desde gasolina comum até etanol hidratado puro (E100).
A Índia não copiou completamente o modelo brasileiro. Enquanto os veículos flex-fuel no Brasil permitem que os consumidores escolham entre gasolina e etanol, a Índia utiliza essa tecnologia para acelerar a transição energética planejada pelo governo. Após o E20, a Índia planeja expandir gradualmente a oferta de combustíveis com maior concentração de etanol, como E85 e E100, e os veículos flex-fuel são vistos como uma etapa intermediária rumo a uma participação crescente do etanol puro na matriz energética do transporte.

Ao contrário do Brasil, dominado por grandes grupos, a Índia planeja produzir etanol a partir de cana-de-açúcar, milho, arroz quebrado e resíduos agrícolas fornecidos por milhões de pequenos e médios agricultores. A ideia é substituir parte das importações de combustíveis fósseis por uma cadeia produtiva doméstica, retendo mais recursos na economia local.
A infraestrutura para veículos flex-fuel ainda está em construção. A meta anunciada é ter 5.000 postos de combustível oferecendo E100, mas alcançar esse objetivo ainda levará cerca de dois anos.
Outros fabricantes também estão avançando no desenvolvimento de veículos a etanol/gasolina. O protótipo híbrido flex-fuel Innova HyCross da Toyota Kirloskar Motor já está pronto. A empresa declarou que, embora o Brasil tenha introduzido tecnologia semelhante em 2019, seus padrões de emissão são mais flexíveis. O protótipo baseado no modelo Innova HyCross foi projetado para atender aos padrões indianos BS 6 (Fase 2), sendo o primeiro veículo do mundo a cumprir essa norma. Desde 2022, um Corolla Hybrid flex-fuel produzido no Brasil está sendo usado para demonstração na Índia.
As dúvidas dos consumidores indianos sobre veículos flex-fuel concentram-se em consumo de combustível, durabilidade, desempenho, disponibilidade de combustível, manutenção e valor de revenda.
A Índia não ignora o desenvolvimento da eletrificação. Em outubro do ano passado, Gadkari lançou um programa para incentivar a produção de modelos elétricos mais simples e baratos. Os veículos puramente elétricos já representam 4,5% das vendas de automóveis de passeio no país.
Este texto foi elaborado por Wedoany. Qualquer citação por IA deve indicar a fonte “Wedoany”. Em caso de infração ou outros problemas, informe-nos prontamente, por favor. O conteúdo será corrigido ou removido. E-mail: news@wedoany.com









