A marca esportiva brasileira Penalty retornará ao mercado argentino a partir de 2027
2026-06-04 14:54
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De acordo com pt.wedoany.com-A marca de artigos esportivos Penalty anunciou que retornará ao mercado argentino a partir de 2027. Em 2024, devido à alta incerteza econômica na Argentina, a marca deixou o país natal de Messi. O principal gatilho para esse retorno é a reforma trabalhista promovida pelo presidente argentino Javier Milei, que estendeu a jornada semanal de trabalho para 48 horas, enquanto o Brasil, sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, considera reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, com o projeto de lei já aprovado na Câmara dos Deputados e em tramitação no Senado.

Penalty decide retornar para 'jogar' na terra natal de Messi

Roberto Estefano, presidente do conselho da Cambuci e fundador da Penalty, afirmou que, considerando a continuidade das políticas locais atuais, o retorno ao mercado já está nos planos da empresa. Ele classificou a medida governamental como "muito interessante" e acredita que a Argentina vai decolar. Com essa mudança, o custo de produção na Argentina será inferior ao do Brasil. Estefano também declarou: "Somos países em desenvolvimento, não o primeiro mundo. Quem trabalha mais, ganha mais, não há o que discutir. A China e o Vietnã trabalham duro e estão crescendo. Já o Brasil faz o contrário, cavando a própria cova." Inicialmente, a empresa considera importar produtos para a Argentina por meio de suas três fábricas no Brasil (duas na Bahia e uma na Paraíba), aproveitando a liberalização do mercado argentino proporcionada pelo Mercosul.

Com a consolidação do mercado, está prevista a construção de uma fábrica própria na Argentina por volta de 2028, envolvendo a produção de bolas de futebol e calçados. No auge da Penalty no mercado argentino anteriormente, o país representava 10% de sua receita total. A empresa planeja que, após o retorno, o mercado argentino volte a contribuir com 10% a 12% do faturamento total. Atualmente, a empresa possui apenas um distribuidor na Argentina. Com cerca de 46 milhões de habitantes, a paixão do país pelo esporte, especialmente pelo futebol, é um fator importante para o potencial do mercado.

O fundador da Penalty também não descarta uma possível expansão futura para o Paraguai. A empresa já teve uma fábrica de confecção no país, mas transferiu a produção de volta ao Brasil devido a dificuldades com correção de cores e tecidos. Estefano considera que o Paraguai tem boa mão de obra, impostos mais baixos e energia elétrica barata, mas o plano levará pelo menos dois ou três anos para se concretizar.

No Brasil, Estefano aponta que o desafio é lidar com o aumento de custos decorrente da reforma do modelo de jornada de trabalho. Ele afirma que essa mudança elevou diretamente os custos trabalhistas em 10%. A empresa, que conta com cerca de 2.500 funcionários, já adota a jornada 5x2. Os produtos de futebol representam 40% da produção total, calçados 30% e vestuário 30%. A empresa produz 3 milhões de bolas de futebol por ano na Bahia e planeja investir 30 milhões de reais anualmente em novas tecnologias e equipamentos. Apesar dos desafios, a empresa prevê um crescimento de 10% na receita em 2026, tendo registrado receita de 383,1 milhões de reais no ano passado.

No primeiro trimestre de 2026, a receita líquida da empresa foi de 99,2 milhões de reais, um aumento de 1,3% em relação ao mesmo período do ano anterior; o lucro líquido foi de 19,7 milhões de reais, um crescimento de 3,1%; e o EBITDA caiu 12,4%, para 20,5 milhões de reais. O valor de mercado da holding da Penalty na bolsa B3 é de 408 milhões de reais.

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