Índia planeja reforçar controle sobre dispositivos de IA e biometria
2026-06-06 13:43
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De acordo com pt.wedoany.com-O secretário do Ministério de Eletrônica e Tecnologia da Informação (MeitY) da Índia, S Krishnan, destacou que o país precisa expandir sua autonomia estratégica e fortalecer o controle sobre hardware relacionado à inteligência artificial (IA) e sistemas de autenticação biométrica.

Secretário do Ministério de Eletrônica e Tecnologia da Informação (MeitY) da Índia, S Krishnan

Krishnan afirmou, durante um evento organizado pelo think tank de políticas públicas Conselho Nacional de Pesquisa Econômica Aplicada (National Council of Applied Economic Research, NCAER), que, dado o enorme tamanho do mercado indiano e sua alta dependência de diversos dispositivos, buscar autonomia estratégica é uma medida necessária. Ele mencionou que a Europa e os Estados Unidos também estão avançando com iniciativas semelhantes. Atualmente, a Índia já tomou medidas nos setores de telecomunicações e câmeras de circuito fechado de TV, mas será necessário expandir o escopo para mais áreas, especialmente a inteligência artificial.

Krishnan destacou que a influência da inteligência artificial está crescendo em setores como manufatura e agricultura, impulsionada pelos enormes volumes de dados coletados por sensores e outros dispositivos da Internet das Coisas (IoT). Esses dispositivos às vezes se assemelham a "caixas-pretas" inacessíveis, tornando essencial que o governo garanta a confiabilidade de suas origens. Ele acrescentou que a questão precisa ser examinada sob a perspectiva da espionagem industrial e até mesmo de preocupações estratégicas.

Krishnan alertou que o problema também se estende às pilhas de Infraestrutura Pública Digital (DPI) para serviços governamentais, que envolvem autenticação biométrica por meio de uma série de dispositivos. A integridade dos sistemas eletrônicos e seu modo de operação estão se tornando cada vez mais críticos para a IA e o DPI.

Para enfrentar esses desafios, o MeitY implementou, em abril de 2024, requisitos obrigatórios para sistemas de circuito fechado de TV, determinando a divulgação pública da origem de componentes críticos de hardware, como chips de sistema, e a realização de testes laboratoriais rigorosos para evitar acessos remotos não autorizados. A diretriz também proíbe órgãos governamentais de adquirir hardware de vigilância não certificado, a fim de evitar vazamentos de dados por meio de firmware fabricado no exterior ou backdoors ocultos.

No setor de telecomunicações, de acordo com diretrizes de segurança nacional, as operadoras atualmente só podem adquirir dispositivos de fontes confiáveis designadas pelo governo e da lista de produtos confiáveis.

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