De acordo com pt.wedoany.com-A Ford Motor Company desenvolveu um sistema de simulação de condução dinâmica que, embora não realize viagens no tempo, utiliza tecnologia de compressão temporal para permitir que engenheiros concluam em um único dia, em ambiente virtual, testes que antes exigiriam meses no mundo real. Louis Jamail, supervisor de Métodos Principais e Simulação de Dinâmica Veicular da Ford, afirma que a equipe agora pode realizar dez vezes mais testes em um décimo do tempo.
Jamail trabalhou anteriormente no departamento de alto desempenho da Ford, onde utilizava simuladores para melhorar o desempenho de carros de corrida. Após transferir-se para a área de dinâmica veicular em 2018, começou a aplicar essa tecnologia ao desenvolvimento de modelos de produção em massa. Em 2021, a Ford inaugurou oficialmente o simulador de condução dinâmica em Dearborn. Este simulador é maior, possui maior amplitude de movimento e maior fidelidade do que o simulador de corrida original em Charlotte.
Na visão de Jamail, o valor central do simulador reside no modelo de dinâmica veicular que o sustenta. "O simulador é apenas o canal para o motorista entrar no modelo; o que realmente impulsiona tudo é esse modelo." A equipe estabeleceu um processo completo em torno da construção do modelo e dos métodos de comparação com veículos reais. Após anos de acumulação, o modelo tornou-se cada vez mais preciso através do aprendizado contínuo, fornecendo uma base sólida para a aplicação do simulador.
Quando a instalação de Dearborn entrou em operação em 2021, a Ford já havia acumulado trabalho e justificativas suficientes. Os modelos Maverick, Mach E, Lightning e muitos outros foram desenvolvidos neste simulador. O simulador também é crucial para testar funções específicas como controle de cruzeiro adaptativo, centralização de faixa, Blue Cruise e Active Glide. Após todos os veículos em desenvolvimento da Ford serem testados no simulador, o próximo passo é antecipar a simulação para estágios ainda mais iniciais do processo de desenvolvimento. Jamail destaca que quanto mais cedo se examina o veículo completo e seus componentes, maior é a capacidade de influenciar a qualidade, o desempenho e os objetivos do cliente, sem precisar esperar pela montagem de um protótipo para descobrir problemas com o tipo de suspensão ou outras configurações. A velocidade atual de iteração é dez vezes maior do que a montagem de componentes físicos em protótipos.
O simulador pode alternar instantaneamente entre componentes a serem testados para comparação, sem a necessidade de um mecânico realizar substituições físicas em um protótipo real. Danos ao veículo podem ser reparados simplesmente com uma reinicialização, eliminando também a etapa de reparo de protótipos. Além disso, o simulador é mais seguro para o motorista, pois não ocorrem colisões reais durante os testes. Quanto ao problema comum de enjoo causado por simuladores, Jamail relata que, ao minimizar a latência ao máximo, o simulador da Ford conseguiu reduzir efetivamente esse efeito. Nas versões iniciais, cerca de 60% a 70% das pessoas se adaptavam, enquanto 30% a 40% começavam a sentir desconforto. Atualmente, mais de 90% a 95% das pessoas não apresentam sintomas de enjoo.

Reduzir a latência não só ajuda a eliminar o enjoo, mas também torna a experiência de condução mais realista. Jamail explica que quanto mais rápido o sistema vestibular percebe a resposta a operações como a direção, mais realista é a sensação. O simulador da Ford também pode controlar as condições climáticas no mundo virtual, permitindo que os engenheiros testem componentes alternativos sob a mesma temperatura simulada, sem serem afetados por variações reais de temperatura ou clima. Segundo Jamail, o simulador já forneceu uma grande quantidade de informações úteis, e a próxima direção de melhoria são condições de condução mais desafiadoras, incluindo mau tempo, off-road e baixa aderência. "O desempenho em superfícies duras com alto coeficiente de atrito já é bastante bom. Estamos explorando e nos aventurando em cenários off-road e de baixa aderência, que são mais como o próximo nível."
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