De acordo com pt.wedoany.com-A Comissão de Avaliação Ambiental da Região de Biobío (COEVA) aprovou por unanimidade o Estudo de Impacto Ambiental do "Projeto de Mineração de Argila para Produção de Concentrado de Terras Raras", promovido pela Aclara e pelo Grupo CAP em Penco e Concepción.

Esta aprovação marca o fim do processo, que começou com uma fase de participação cidadã precoce e culminou com a apresentação do Estudo de Impacto Ambiental ao Sistema de Avaliação de Impacto Ambiental (SEIA) do Chile em junho de 2024. Durante o processo de aprovação, o projeto foi avaliado por 30 órgãos públicos com competência ambiental, dos quais 22 serviços e entidades apresentaram cerca de 2.100 observações técnicas e cidadãs, transmitidas através de três ICSARAs (rodadas máximas de observação previstas na regulamentação ambiental chilena). Cada observação foi respondida e tratada com base em critérios técnicos, científicos e de sustentabilidade, obtendo, ao final do processo, a aprovação de todas as instituições participantes. Como parte da avaliação, também foi realizado um processo de consulta indígena.
Este marco permite o avanço do desenvolvimento do primeiro projeto de terras raras do Chile, assinalando o início de uma nova cadeia de valor industrial sustentável na Região de Biobío, focada em minerais críticos para veículos elétricos, energias renováveis e os desafios da transição energética global.
Enrique Donoso, Gerente Geral da Aclara Resources Chile, afirmou que a aprovação da COEVA representa um passo muito importante para o projeto, resultado de anos de trabalho técnico rigoroso, participação cidadã e diálogo contínuo com a região. O processo de licenciamento ambiental permitiu fortalecer o projeto e seus compromissos socioambientais. Nicolás Burr, Gerente Geral do Grupo CAP, comentou que a aprovação ambiental obtida é um marco muito significativo para a iniciativa, refletindo a solidez técnica, ambiental e social do trabalho realizado ao longo de todo o processo de avaliação.
A iniciativa prevê a produção de minerais críticos para a fabricação de ímãs permanentes utilizados em tecnologias limpas, com um investimento estimado em cerca de US$ 130 milhões, podendo gerar aproximadamente 2.200 empregos diretos e indiretos. Além disso, compromete-se com a contratação de 40% da mão de obra local, juntamente com medidas como monitoramento participativo, conservação da biodiversidade, recuperação de espécies nativas e projetos voltados para o desenvolvimento comunitário.
Uma das principais características diferenciadoras do projeto é a tecnologia patenteada desenvolvida pela Aclara, "Cosecha Circular de Minerales", utilizada para recuperar terras raras a partir de argilas, sem o uso de explosivos, britagem ou moagem, sem geração de rejeitos e operando com 100% de água reciclada. A empresa também afirmou que a aprovação ambiental representa o início de uma nova fase de implementação responsável, baseada no cumprimento dos compromissos ambientais e na colaboração contínua com autoridades, comunidades e atores locais. Entre as atividades estão: plantio de mais de 100 hectares de espécies nativas na fase de fechamento da mina, monitoramento participativo, áreas de lazer, uma faixa de proteção de 30 metros de floresta nativa existente, e mais de 90 hectares de áreas de conservação da biodiversidade, entre outras.
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