Vale do Rio Doce, do Brasil, aumenta previsão de fluxo de caixa livre em US$ 1,5 bilhão, citando alta demanda por metais
2026-06-10 09:05
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De acordo com pt.wedoany.com-O presidente-executivo da Vale SA, maior produtora global de minério de ferro, Gustavo Pimenta, afirmou que a empresa não observa sinais de queda na demanda global por metais devido ao conflito com o Irã, mas, ao contrário, percebe uma melhora na rentabilidade.

Em entrevista no Rio de Janeiro, Pimenta disse que a mineradora brasileira está focada em desenvolver seus próprios ativos, em vez de buscar aquisições. Ele destacou que a demanda global por minerais críticos é "super favorável" para a Vale. A interrupção no Estreito de Ormuz elevou os preços de combustíveis e fretes para as mineradoras, e as pressões de custo no primeiro trimestre compensaram os aumentos de preços e o crescimento do volume de vendas.

A Vale elevou em US$ 1,5 bilhão sua previsão de fluxo de caixa livre para todo o ano em seu negócio principal de minério de ferro, refletindo a alta nos preços do minério de ferro desde o início do conflito com o Irã. A empresa projeta um preço médio do minério de ferro de US$ 112 por tonelada este ano, ante US$ 102 por tonelada no cenário anterior ao conflito. Pimenta está "muito otimista" quanto às perspectivas para o ano inteiro. Embora a produção de aço da China possa ter atingido o pico, a Vale acredita que o crescimento da demanda será cada vez mais impulsionado por outras regiões, como Sudeste Asiático, Europa e Estados Unidos.

O presidente-executivo afirmou que a Índia se tornará um importante motor de crescimento, com expectativa de que sua produção de aço bruto dobre na próxima década.

A Vale havia adiado para o terceiro trimestre a retomada da operação do complexo de pelotas em Omã, citando restrições logísticas relacionadas à guerra. A fábrica tem capacidade anual de 9 milhões de toneladas de pelotas de minério de ferro, cerca de 29% da produção total da empresa. Pimenta disse que a retomada terá que ser adiada até o fim do conflito. Apesar do conflito contínuo no Oriente Médio, a Vale continua considerando Omã um centro estratégico para abastecer clientes regionais.

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