Inaes lança projeto Rede do Agro no Brasil com previsão de movimentar mais de R$ 10 milhões
2026-06-10 11:59
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De acordo com pt.wedoany.com-O Instituto Antonio Ernesto de Salvo (Inaes), integrante do Sistema Faemg Senar, adotou um novo posicionamento institucional, baseado em três pilares: inovação, sustentabilidade e inteligência de dados. Além disso, lançou o projeto de compras coletivas "Rede do Agro", que visa aumentar o poder de negociação dos produtores rurais por meio de economias de escala.

Inaes adota novo posicionamento para fortalecer a Rede do Agro em Minas Gerais

O vice-presidente financeiro do Sistema Faemg Senar e presidente do Inaes, Renato Laguardia, afirmou que o reposicionamento ajuda a mostrar claramente como a instituição opera e a se aproximar mais dos produtores rurais. Ele destacou que o Inaes é uma rede integrada que conecta sindicatos de produtores rurais, a federação da agricultura e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), com grande importância econômica, fortalecimento institucional e representação de classe dos produtores.

O diretor de Agronegócio e Inovação do Sistema Faemg Senar e gerente executivo do Inaes, Bruno Rocha de Melo, afirmou que o reposicionamento decorre da necessidade de linhas de trabalho mais claras. A instituição se dedicará ao desenvolvimento de soluções aplicadas para fortalecer os produtores rurais e aumentar a competitividade do agronegócio. Melo explicou que o Inaes opera com base em três pilares: em inovação, criando um centro de inovação que integra academia, instituições de tecnologia e agricultura; em sustentabilidade, focando na criação de centros de apoio ao produtor rural, oferecendo produtos e serviços por meio dos sindicatos; e em inteligência de dados, estabelecendo um núcleo de inteligência de dados para gerar informações de alta qualidade para produtores rurais, mercado e mídia.

A "Rede do Agro" é o principal projeto em execução pelo Inaes, que aumenta o poder de negociação dos produtores rurais por meio de compras coletivas. O projeto visa reduzir os custos de produção, uma vez que, com as margens de lucro atuais do agronegócio sendo estreitas, a gestão dos custos de produção tornou-se um fator crucial para a sobrevivência e o sucesso dos produtores rurais. A previsão é movimentar mais de R$ 10 milhões em transações de insumos nos próximos 12 meses, gerando uma economia de aproximadamente R$ 1,3 milhão para os produtores participantes.

Minas Gerais possui 607 mil produtores rurais, e o projeto-piloto da "Rede do Agro" começou com 200 produtores. Nos últimos 12 meses, o programa movimentou R$ 3,5 milhões em compras, gerando uma economia de 11% para os participantes, o que equivale a mais de R$ 330 mil economizados pelos produtores. A expectativa é de um crescimento orgânico no número de sindicatos, produtores e fornecedores participantes. Melo afirmou que o projeto visa enfrentar diretamente a realidade dos produtores, reduzindo os custos de produção e aumentando a lucratividade das pastagens ou da agricultura.

Para incentivar a participação na "Rede do Agro", a mobilização é feita por meio dos sindicatos, coletando as demandas de compra de insumos entre os produtores locais. Com base na pesquisa coletiva, o Inaes concentra as demandas para consolidar cargas completas e ratear as quantidades entre os produtores do mesmo município. As compras são realizadas pelo instituto, que também organiza a logística de entrega. Um profissional de inovação nomeado pelo sindicato é responsável pela coordenação local, acompanhando o frete e notificando os produtores sobre a chegada das mercadorias. Os produtos são fracionados na cidade, e os produtores realizam o transporte da última milha até suas fazendas, com as notas fiscais emitidas diretamente em nome de cada produtor rural.

Laguardia afirmou que a principal vantagem do programa é permitir que pequenos e médios produtores comprem insumos diretamente da indústria a preços equivalentes aos dos grandes produtores. Na região da Zona da Mata, um pequeno produtor que consome cinco sacas de soja por mês, por meio do projeto, compra diretamente do fornecedor, pagando um valor inferior ao preço do comércio local. Melo complementou destacando que o projeto também evita a sazonalidade de preços por meio do planejamento de compras, orientando, por exemplo, os produtores a adquirirem insumos como calcário na entressafra para reduzir custos e fretes.

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