De acordo com pt.wedoany.com-A GCI, maior empresa de telecomunicações do Alasca, anunciou que implantará gateways dedicados agrupados (bonded gateways) da Starlink em vários centros comunitários, incluindo Bethel, Sitka, Kotzebue e Dillingham, para fornecer conectividade de rede a milhares de clientes.
A tecnologia de gateway agrupado depende de links ópticos inter-satélite a laser, permitindo conexões de múltiplos gigabits mesmo em locais sem estações terrestres da Starlink. Segundo um artigo da Basenor, a tecnologia integra múltiplas conexões de satélite em um único link agregado, servindo como solução de médio alcance para alcançar velocidades simétricas, com provedores de rede como a GCI oferecendo serviços a residências, empresas, escolas e instalações médicas nas comunidades.
Esta implantação baseia-se num acordo de revenda empresarial firmado entre a GCI e a Starlink em 2024, que permite à GCI integrar serviços de satélite de órbita terrestre baixa (LEO) em seus produtos de conectividade comercial. A Starlink já havia instalado gateways comunitários semelhantes em Unalaska e Nome, com o throughput do site de Unalaska supostamente atingindo até 10 Gbps.
A GCI posiciona os gateways agrupados como um complemento, e não um substituto, para sua infraestrutura existente de fibra óptica, micro-ondas e satélite. Billy Wailand, vice-presidente sênior de desenvolvimento empresarial da GCI, afirmou que atender um estado como o Alasca exige o uso de todas as ferramentas disponíveis, e os gateways baseados em LEO aumentam a resiliência da rede. A empresa destacou que a confiabilidade da rede é especialmente importante no Alasca, onde os serviços de banda larga sustentam saúde, educação e segurança pública em áreas remotas e sem estradas.
Os serviços de satélite avançaram nos padrões federais de banda larga, mas o Alasca continua sendo uma exceção. No segundo semestre de 2025, o Ookla Speedtest constatou que, exceto no Alasca, a Starlink oferecia velocidades medianas de download de 100 Mbps ou superiores em todos os estados dos EUA, fazendo com que o Alasca não atingisse o requisito mínimo de velocidade de download da Comissão Federal de Comunicações dos EUA.
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