Produção de azeite de oliva na região da Mantiqueira atinge 300 mil litros em 2026, novo recorde
2026-06-15 16:57
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De acordo com pt.wedoany.com-A safra de azeite de oliva de 2026 na Serra da Mantiqueira tornou-se um marco para a olivicultura brasileira. Com uma produção estimada em 300 mil litros, impulsionada por Minas Gerais, o Sudeste brasileiro alcançou um recorde histórico após a baixa produção de 2025. A qualidade do azeite desta safra já obteve reconhecimento internacional e foi reforçada pelo selo de certificação de origem da Associação dos Olivicultores da Mantiqueira e Sudeste (Assoolive).

Crescimento da produção de azeite de oliva na região da Mantiqueira atinge recorde histórico

Esta certificação, concedida pela Assoolive, além das análises físico-químicas convencionais, passou a incluir uma etapa de análise sensorial. Esta medida elevou os padrões técnicos do azeite, reforçando normas rigorosas sobre qualidade, autenticidade e origem.

Segundo Moacir Batista do Nascimento Filho, presidente da Assoolive e coordenador da Câmara Técnica de Olivicultura da Secretaria de Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Seapa), a produção de azeite de oliva na região da Mantiqueira em 2026 cresceu significativamente, quebrando recordes anteriores. A produção total estimada de azeite na região da Mantiqueira e no Sudeste brasileiro (com Minas Gerais como principal área produtora) é de aproximadamente 300 mil litros, um aumento notável em relação aos 150 mil litros de 2024 e superando em muito os 60 mil litros de 2025.

Moacir explicou que o crescimento da produção se deve às condições climáticas favoráveis. A safra de azeite depende em grande parte do clima do ano anterior, sendo necessário frio durante o período de floração para garantir uma colheita abundante seis meses depois. Ele também destacou que a olivicultura é uma atividade recente na região, iniciada em 2008 pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) no município de Maria da Fé, no sul de Minas Gerais, e ainda possui grande potencial de desenvolvimento.

Segundo Nascimento, a expansão dos olivais, antes concentrada na Serra da Mantiqueira, está agora avançando para a Serra do Espinhaço, abrangendo diversos municípios de Minas Gerais. Apesar do aumento da produção, o azeite nacional ainda representa apenas 1% da demanda do país, estimada em 1 milhão de litros. O azeite produzido em Minas Gerais é vendido a preços entre 80 e 120 reais por garrafa de 250 ml, dependendo da marca e do ponto de venda. A maior parte das vendas ainda ocorre em lojas de produtos regionais e diretamente nas fazendas, através do olivoturismo, modelo que permite aos consumidores conhecer todo o processo produtivo, do cultivo à prensagem.

Com o aumento da produção e para comprovar a qualidade do azeite, oferecendo mais garantias aos consumidores, a Assoolive implementou um selo de certificação. Criado em 2012, o selo inicialmente exigia apenas análises físico-químicas, mas, a partir de 2026, a certificação passou a incluir a análise sensorial, uma etapa importante para garantir que o produto não apresenta defeitos. A certificação é voluntária e destinada aos produtores associados à Assoolive. Cerca de 20 marcas já utilizam o selo, indicando aos consumidores que o produto passou por análises completas e rigorosas.

Nascimento enfatizou que o investimento em pesquisa é crucial para apoiar o crescimento contínuo da produção de azeite em Minas Gerais e em outras regiões. Ele acredita que, para consolidar e desenvolver sustentavelmente a olivicultura, é necessário fortalecer a pesquisa, formular políticas favoráveis para captar recursos para P&D, alocar mais pesquisadores em universidades e instituições como a Epamig e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), sendo essencial a introdução de novas variedades e o aprofundamento de diversas linhas de pesquisa para a adaptação da cultura a diferentes regiões e o aumento da produtividade.

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