De acordo com pt.wedoany.com-A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (National Oceanic and Atmospheric Administration, NOAA) confirmou oficialmente o retorno do fenômeno El Niño, com 63% de probabilidade de atingir intensidade muito forte entre o final de 2026 e o início de 2027, representando uma ameaça direta à safra agrícola brasileira de 2026/27.
Nesta semana, a NOAA elevou o status climático do Pacífico equatorial de "observação" para "alerta de El Niño". Dados técnicos mostram que praticamente todas as áreas monitoradas do Pacífico já apresentam aquecimento contínuo, com a região Niño 1+2, próxima à costa oeste da América do Sul, registrando anomalias de temperatura da superfície do mar superiores a +2°C. Modelos internacionais preveem que a probabilidade de o fenômeno persistir nos próximos meses varia entre 97% e 99%.
As previsões oficiais indicam que o El Niño se intensificará gradualmente no segundo semestre, com pico esperado entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Se o índice oceânico ultrapassar +2,0°C, o evento poderá ser classificado como super El Niño, na mesma categoria dos eventos históricos extremos de 1982/83, 1997/98 e 2015/16. Esses eventos causaram perdas de dezenas de bilhões de dólares à agricultura mundial.

Para a agricultura brasileira, o fortalecimento do El Niño coincide com o período de plantio das culturas de verão da safra 2026/27. Relatórios meteorológicos mostram que os produtores de soja e milho das regiões Centro-Oeste e Sudeste estão particularmente preocupados, pois essas áreas podem enfrentar atrasos na regularização das chuvas entre setembro e outubro. Historicamente, os padrões de impacto do El Niño no Brasil incluem: precipitação acima da média na região Sul, com maior risco de inundações e excesso de umidade; início irregular das chuvas no Centro-Oeste, afetando a janela de plantio da soja; redução significativa das chuvas no Norte e Nordeste, aumentando o risco de seca; e temperaturas acima da média no Sudeste, com padrões de chuva mais irregulares.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) do Brasil destacou em seu boletim mais recente que, quanto maior a intensidade do El Niño, maior tende a ser seu impacto no comportamento climático do país. Meteorologistas acreditam que a safra 2026/27 exigirá um planejamento mais cuidadoso, incluindo a escolha de variedades adequadas, plantio escalonado, cultivo de proteção e monitoramento climático contínuo. Os impactos mais intensos devem se agravar entre outubro de 2026 e março de 2027, período central da temporada agrícola brasileira.
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