De acordo com pt.wedoany.com-A empresa multinacional Aggreko está construindo sua primeira usina híbrida de 12,5 megawatts-pico (MWp) na região amazônica, com previsão de início de operação em agosto de 2027. A usina integrará sistemas de energia solar, térmica e baterias de armazenamento para fornecer eletricidade contínua a 28 mil habitantes da remota cidade de Nauta, que não está conectada à rede elétrica interligada.
Durante o evento "PERÚ ENERGÍA", organizado pelo Grupo Prensa, o gerente de desenvolvimento de negócios da Aggreko, Amador Sánchez, afirmou que a solução deve reduzir o consumo de combustível em 3,4 milhões de litros por ano e evitar a emissão de 9.800 toneladas de CO₂.
Com mais de 60 anos de experiência em soluções energéticas personalizadas, a Aggreko assume os custos de construção de infraestrutura de geração modular e escalável. Os clientes pagam uma taxa mensal e recebem eletricidade disponível 24 horas por dia, com redução de custos de até 20%, em contratos que geralmente duram de 5 a 10 anos ou mais.
Anteriormente, a Aggreko já havia implementado projetos semelhantes na Amazônia brasileira. Uma usina híbrida combinando energia térmica, solar e armazenamento já está em operação, fornecendo eletricidade a cerca de 3 mil habitantes de Caiambé, evitando a emissão de 405 toneladas de CO₂ por ano.

"Somos o fornecedor exclusivo de energia, com 141 MW de capacidade instalada em 26 locais diferentes ao longo de três rios da floresta amazônica, todos monitorados por nosso centro de operações remoto", explicou Amador Sánchez.
As usinas híbridas também trazem benefícios para indústrias de alto consumo energético. Em uma operação de mineração na Austrália, a Aggreko instalou infraestrutura de geração composta por 27 MW de gás, 8 MW de solar e 2 MW de armazenamento em baterias, reduzindo custos operacionais e estendendo o contrato para mais de 10 anos.
Os sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) tornaram-se um componente essencial da geração híbrida. Sua aplicação reduz o número de geradores térmicos necessários na operação, ao mesmo tempo que aumenta a taxa de carga dos equipamentos em funcionamento, melhorando a eficiência geral.
Amador Sánchez exemplificou: uma demanda de 4 MW que inicialmente exigia cinco geradores operando a 82% de carga agora pode ser atendida com quatro geradores mais um conjunto de baterias, elevando a taxa de carga de cada equipamento para 92%.
"Isso significa maior eficiência no uso do combustível, com economia estimada de 135 mil litros de diesel por ano, além de reduzir os custos de manutenção do quinto gerador, que fica em espera fria, pronto para atender a variações na demanda", explicou ele.
A Aggreko possui quase 1,2 GW de reserva de energia despachável na América Latina, pronta para atender à demanda. A empresa já ajudou a otimizar o fornecimento de energia, a transição para combustíveis de baixo carbono e a diversificação da matriz energética nos setores de petróleo e gás, mineração, serviços públicos e data centers.
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