De acordo com pt.wedoany.com-A primeira fase da expansão do trecho norte (Malha Norte) da Ferrovia Estadual de Mato Grosso (FMT) foi concluída no município de Dom Aquino (MT). O novo trecho ferroviário, com 162 km de extensão, conecta-se à malha ferroviária nacional e ao Porto de Santos, com investimento superior a R$ 5 bilhões. A implementação do projeto fortalece a integração entre diferentes modais logísticos, como rodovias, ferrovias e portos, contribuindo para o aumento da eficiência operacional. A construção deste projeto é considerada uma medida importante para expandir a rede ferroviária brasileira, ajudando a melhorar a competitividade logística do país, aumentar a capacidade de escoamento da produção e promover o desenvolvimento econômico regional.

Juntamente com o projeto, foi entregue uma estação de transporte ferroviário de cargas localizada na rodovia BR-070, entre os municípios de Dom Aquino, Campo Verde e Primavera do Leste, com capacidade anual de movimentação de grãos de 10 milhões de toneladas. A estação de cargas ocupa uma área de 200 hectares, equipada com 5 viradores de vagões, capazes de descarregar 35 caminhões por hora; o sistema de carregamento ferroviário pode carregar 16 vagões por hora. A estação também conta com 4 balanças rodoviárias, com capacidade de armazenagem estática de 42 mil toneladas. As instalações incluem um prédio de apoio aos motoristas e um estacionamento para 250 caminhões. As operações foram iniciadas neste mês (junho), atualmente em fase de comissionamento, com planos de aumentar gradualmente a carga operacional no segundo semestre de 2026.
O projeto global da Ferrovia Estadual de Mato Grosso (FMT) prevê a construção de 743 km de ferrovia, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, com um ramal para Cuiabá. A linha atravessa 16 municípios, com o objetivo de conectar mais estreitamente os produtos agrícolas do estado de Mato Grosso à malha ferroviária nacional. O projeto, desenvolvido pela Rumo, é parte integrante da estratégia do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do Brasil, com um custo total estimado de R$ 12 bilhões. Os recursos provêm principalmente de financiamentos da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e de títulos apoiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
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