De acordo com pt.wedoany.com-A Syn Prop Tech, empresa brasileira, adota a estratégia de gestão de proximidade do fundador Elie Horn, operando dentro de um raio de aproximadamente 20 quilômetros, e investe R$ 61,6 milhões na reforma de shopping centers existentes para aumentar a receita. Fundada em 2007 como uma spin-off da Cyrela, a empresa administra shopping centers, armazéns e edifícios comerciais, com uma área bruta locável total de 168 mil metros quadrados, incluindo os shoppings Cidade São Paulo, Tietê Plaza, em São Paulo, Grand Plaza, em Santo André, e Metropolitano Barra, no Rio de Janeiro.
Essa estratégia decorre das lições aprendidas por Horn na Cyrela. Em uma entrevista em 2024, ele admitiu o erro da expansão nacional e enfatizou a necessidade de se concentrar na região central. A Syn agora foca em São Paulo, em um raio de aproximadamente 20 quilômetros, área que Horn pode gerenciar diretamente. O presidente do conselho da empresa, Horn, detém 38,61% das ações da Syn, Leo Krakowiak possui 22,49%, e o restante está em circulação no mercado.
Metade dos recursos para a reforma já foi investida. A maior parte da reforma do Cidade São Paulo foi concluída, com o Grand Plaza recebendo a maior parcela, de R$ 23 milhões, o Cidade São Paulo recebendo R$ 22,5 milhões, e o Tietê Plaza e o Metropolitano recebendo R$ 8 milhões cada. O objetivo é aumentar o fluxo de clientes e o ticket médio por meio da renovação de áreas comuns, praças de alimentação e partes estruturais. A empresa atrai cerca de 3,3 milhões de clientes por mês, sendo que o Grand Plaza e o Cidade São Paulo recebem cerca de 1 milhão cada, e os outros dois, cerca de 650 mil cada.
No contexto macroeconômico, com a taxa Selic em 14,25% ao ano, a estratégia da empresa é semelhante à dos concorrentes do setor, ou seja, extrair valor dos ativos existentes. No ano passado, as vendas totais do portfólio de shopping centers totalizaram R$ 3,1 bilhões, um aumento de 5,7% em relação ao ano anterior, 1,2% acima da média do mercado. Parte da receita vem de mídia, eventos e quiosques, que cresceram 19% em 2025. No primeiro trimestre deste ano, a receita líquida foi de R$ 60,1 milhões, um aumento de 9,2% em relação ao ano anterior; o lucro líquido foi de R$ 8,4 milhões, um aumento de 24,4%; e a taxa de ocupação física atingiu 97%. De janeiro a março, as vendas dos shopping centers foram de R$ 711,5 milhões, um aumento de 6,9%, com o Tietê Plaza representando 23% das vendas totais do período. No acumulado de 2026, as ações da Syn caíram 12,4%, com um valor de mercado de R$ 645 milhões.











