Segundo a Reuters, a ConocoPhillips, a maior produtora de petróleo e gás dos Estados Unidos, anunciou no dia 22 de abril, horário local, que planeja implementar medidas de demissão. Essa medida ocorre no momento em que a companhia concluiu a aquisição da Marathon Oil, sua competidora, por US$ 23 bilhões, e está se esforçando para controlar custos e simplificar as operações.

As demissões refletem os sérios desafios que a indústria do petróleo e gás está enfrentando atualmente. Afetada pela flutuação contínua do preço do petróleo internacional em torno de US$ 63 por barril, a indústria em geral enfrenta a dupla pressão de aumento de custos e queda de receitas. Várias empresas energéticas haviam declarado publicamente antes que, se o preço do petróleo caísse abaixo de US$ 65 por barril, seria difícil manter o lucro.
O plano de demissão da ConocoPhillips não é único. No início deste ano, os gigantes do petróleo Chevron e SLB já haviam anunciado seus planos de demissão, sucessivamente. Segundo duas fontes anônimas, a ConocoPhillips, com sede em Houston, contratou a Boston Consulting Group para fornecer assessoria estratégica para seu plano de reestruturação e demissão, o qual é conhecido internamente na companhia como "Vantagem Competitiva". Devido ao conteúdo confidencial, as fontes não revelaram suas identidades.
As fontes revelaram ainda que a ConocoPhillips já iniciou a reestruturação de negócios e anunciou que integrará algumas divisões funcionais. De acordo com seu último relatório anual, a companhia tinha seis divisões operacionais, abrangendo a região do Alasca, os 48 estados do continente dos Estados Unidos, o Canadá, a Europa/Médio Oriente/África do Norte, a região da Ásia - Pacífico e outras divisões de negócios internacionais.









