Agência Nacional de Transportes Aquaviários do Brasil aprova estudo global de riscos portuários até 2035

2026-07-09 09:08
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De acordo com pt.wedoany.com-A Agência Nacional de Transportes Aquaviários do Brasil (Antaq) aprovou o projeto "Riscos Portuários Globais", um estudo estratégico que visa identificar as principais ameaças que podem afetar o sistema portuário brasileiro até 2035. A iniciativa visa fortalecer a capacidade de planejamento do setor portuário em cenários como mudanças climáticas, tensões geopolíticas, transformação digital e novas dinâmicas do comércio internacional.

O estudo faz parte da Agenda de Meio Ambiente e Segurança Aquaviária 2025-2026, sendo realizado pela Antaq em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) por meio de um acordo de cooperação técnica. Após avaliação da Superintendência de Regulação ESG e Inovação (Sesgi) da Antaq, o diretor Alber Vasconcelos afirmou que prever riscos tornou-se um requisito para manter a competitividade dos portos brasileiros e ajustar a regulação a um ambiente em rápida mudança.

O estudo baseou-se na metodologia utilizada pelo Fórum Econômico Mundial (World Economic Forum) para elaborar relatórios anuais de riscos, adaptada à realidade brasileira. A equipe de pesquisa analisou publicações científicas, relatórios de sustentabilidade dos portos brasileiros e as opiniões de 125 especialistas e gestores do setor, resultando em um relatório completo e um resumo executivo.

Os riscos considerados críticos a curto prazo incluem instabilidade política, conflitos geoeconômicos, excesso de regulação, aumento da carga tributária, interrupção de infraestrutura digital crítica e falhas na cadeia de suprimentos global. As conclusões do estudo mostram que 73,7% dos riscos avaliados manterão alta importância tanto a curto quanto a longo prazo, comprovando seu caráter estrutural.

No âmbito ambiental, as mudanças climáticas são o principal desafio até 2035. Eventos climáticos extremos, elevação do nível do mar, erosão costeira, escassez de recursos naturais e as exigências de descarbonização do transporte marítimo terão impacto direto na infraestrutura e nas operações portuárias. A tecnologia também ocupa um lugar central, com o relatório alertando que a crescente digitalização dos portos exige maiores investimentos em segurança cibernética, proteção de infraestrutura crítica e integração entre sistemas digitais e operacionais, além da capacitação de profissionais para acompanhar a expansão da automação e da inteligência artificial.

Nas áreas econômica e geopolítica, a Antaq considera a perda de competitividade internacional, o aumento da pressão regulatória e tributária, os conflitos comerciais e as mudanças nas rotas marítimas como fatores preocupantes, que podem alterar significativamente os fluxos logísticos globais na próxima década. O estudo propõe uma série de recomendações para fortalecer a resiliência do sistema portuário brasileiro, incluindo a elaboração de estratégias integradas de adaptação climática, a modernização digital e a criação de um sistema permanente de monitoramento de riscos. Outras sugestões envolvem o fortalecimento da cooperação com universidades e centros de pesquisa, e a incorporação da gestão de riscos no planejamento estratégico das autoridades portuárias. Os resultados do estudo serão incorporados à base técnica da Antaq para apoiar futuras decisões regulatórias e contribuir para a modernização do setor diante dos desafios globais.

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