De acordo com a Reuters, no dia 24 de abril, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva destinada a impulsionar o desenvolvimento da mineração no fundo marinho. Esta é a mais recente iniciativa de Trump para expandir o acesso dos Estados Unidos a recursos minerais essenciais, como níquel e cobre, amplamente utilizados em várias áreas da economia.

A ordem executiva foi assinada por Trump em uma cerimônia privada, com o objetivo de promover o desenvolvimento da mineração nos Estados Unidos e em águas internacionais, a fim de reduzir a dependência do domínio chinês no setor de minerais críticos. A Reuters informou, no mês passado, que a ordem estava em fase de avaliação.
Estima-se que áreas do Pacífico e outros oceanos contenham grandes quantidades de rochas, chamadas nódulos polimetálicos, que são ricas em materiais necessários para a fabricação de veículos elétricos e produtos eletrônicos.
Um oficial do governo revelou que, nas águas americanas, existem mais de 1 bilhão de toneladas desses nódulos, ricos em manganês, níquel, cobre e outros minerais essenciais. O oficial também acrescentou que a extração desses recursos pode contribuir com até 300 bilhões de dólares para o PIB dos Estados Unidos nos próximos 10 anos, além de criar 100 mil novos empregos.
Trump, na ordem executiva, afirmou: “Manter a liderança em ciência e tecnologia no fundo marinho e nos recursos minerais submarinos está alinhado com os interesses econômicos e de segurança nacional dos Estados Unidos.”
A ordem executiva exige que o governo acelere a emissão de licenças de mineração com base na Lei de Recursos Minerais do Fundo Marinho de 1980, além de estabelecer um procedimento para a emissão de licenças ao longo da plataforma continental externa dos Estados Unidos. Além disso, a ordem executiva solicita uma revisão mais rápida das licenças de mineração no “área de jurisdição internacional”, o que pode gerar atritos entre os Estados Unidos e a comunidade internacional.









