GSA: Operadoras móveis africanas anunciaram 32 parcerias de satélite para conexão direta a dispositivos
2026-07-11 11:56
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De acordo com pt.wedoany.com-A conexão por satélite direta a dispositivos (D2D) está acelerando globalmente, e as operadoras móveis africanas já anunciaram 32 parcerias com provedores de satélite para expandir esse serviço para áreas além de suas redes móveis. A Associação Global de Fornecedores Móveis (GSA), em sua mais recente avaliação de mercado, destaca a tendência de operadoras africanas firmarem parcerias com provedores de satélite para lançar serviços D2D, com 32 acordos já anunciados publicamente.

Entre as parcerias específicas, inclui-se a colaboração entre Airlink e Starlink em 14 mercados, que recentemente concluiu testes de dados e mensagens no Quênia. A AST SpaceMobile firmou parcerias com a Axian Telecom, que opera em 11 mercados africanos, e com a Vodacom. Já a Lynk realizou testes de serviço com a MTN em Gana e na África do Sul.

Joe Gardiner, analista de mercado da CCS Insight e membro da equipe de pesquisa da GSA, afirmou em um webinar que operadoras de 18 países já lançaram serviços D2D via satélite. Ele considera que a tecnologia ainda está em estágio inicial, mas já se tornou global.

A pesquisa da GSA mostra que, globalmente, 123 parcerias D2D foram anunciadas publicamente, das quais 23 já lançaram serviços, 27 estão em avaliação, teste ou experimentação, e as 73 restantes estão em fase de planejamento.

Em termos de número de parcerias com fornecedores, a Starlink lidera com 99, seguida por AST SpaceMobile (44), Amazon Leo (30), Eutelsat Group (29), Lynk (21), SES Group (19) e Skylo (10). Além disso, Omnispace (5), Hughes (4), Viasat Group (4), OQ Technology (3), Sateliot (3), Iridium (2, em processo de aquisição pela Rocket Lab), Rassvet (2) e Tiantong (2) também estão na lista.

Muitas operadoras móveis estão adotando uma estratégia de múltiplos fornecedores, com a Orange sendo um exemplo típico. O grupo estabeleceu parcerias D2D com a Skylo, AST SpaceMobile, Satellite Connect Europe (joint venture espacial de infraestrutura entre Vodafone e AST SpaceMobile) e Starlink, além de manter contato com Eutelsat, OneWeb, Intelsat e Telesat.

Gardiner apontou que a maioria dessas parcerias utiliza o espectro das operadoras terrestres, pelo menos inicialmente, como demonstrado no acordo entre T-Mobile e Starlink nos EUA. Ele também observou que o interesse no espectro de Serviço Móvel por Satélite (MSS) está crescendo, pois ele suporta uma abordagem D2D compatível com 3GPP, globalmente unificada e padronizada, que também sustentará um ecossistema de dispositivos mais amplo. Atualmente, a GSA contabilizou 46 dispositivos compatíveis com MSS, embora nem todos sejam tecnologicamente neutros. Ele afirmou: "Ainda há um longo caminho a percorrer, mas vemos o ecossistema evoluindo e esperamos que, à medida que avançarmos, com todos os dispositivos compatíveis com 3GPP Release 17 ou superior, surjam mais soluções com maior interoperabilidade entre constelações de satélites." Ele acrescentou que mais trabalho é necessário nessa área, pois a direção claramente é adotar uma abordagem baseada nos padrões 3GPP, utilizando faixas de espectro alocadas para MSS (como as bandas L e S).

No âmbito governamental, Canadá, União Europeia e Reino Unido já anunciaram propostas para alocar espectro licenciado MSS na faixa de 2 GHz. No setor comercial, transações como a aquisição da Iridium pela Rocket Lab, da Globalstar pela Amazon Leo e a compra de frequências da EchoStar pela SpaceX, controladora da Starlink, já estão em andamento.

Gardiner destacou que a Skylo é atualmente a única operadora que realmente oferece serviços em tempo real com base em uma abordagem padronizada. Sua rede é baseada no padrão 3GPP para NTN de banda estreita (NB) e pode suportar a próxima geração de New Radio (NR) NTN 5G, criando o que a empresa chama de "céu padronizado". A Skylo não possui satélites ou espectro próprios, mas depende de parceiros operadores de satélites GEO, como EchoStar, Ligado, Terrestar e ViaSat.

"O interesse dos provedores LEO em oferecer uma abordagem padronizada 3GPP está crescendo", concluiu Gardiner.

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