Uma equipe internacional de pesquisa liderada pelo Laboratório Nacional de Energias Renováveis dos Estados Unidos (NREL) publicou recentemente seus resultados na revista Science, demonstrando que a aplicação de um novo sal iônico CPMC no interface da camada de transporte de elétrons (ETL) das células solares de perovskita invertidas melhora significativamente a estabilidade e a eficiência das células. A pesquisa foi realizada por cientistas de várias universidades dos Estados Unidos, Arábia Saudita e Reino Unido.
O sal iônico CPMC, desenvolvido pela equipe de pesquisa, é derivado de fullereno C60, e foi projetado para reforçar a interação entre a camada absorvedora de perovskita e a ETL. O autor correspondente, Zhu Kai, afirmou: "O sal CPMC triplicou a força de ligação na interface, sem comprometer o desempenho do dispositivo." Os testes mostraram que as células solares não encapsuladas, com essa tecnologia, mantiveram 26% de eficiência mesmo após 2100 horas de operação contínua a 65°C, com uma redução de apenas 2% na eficiência de conversão de potência.
Diferente da estrutura tradicional "nip", as células solares de perovskita invertidas "pin" são iluminadas pela camada de transporte de buracos. A equipe de pesquisa destacou que o sal CPMC resolve fundamentalmente as falhas da camada de moléculas de C60. Módulos pequenos de 6 cm², operando a 55°C por 2200 horas, mantiveram uma eficiência superior a 23%. Zhu Kai também revelou: "Este material, que pode ser depositado por solução, é adequado para produção em larga escala, e vamos continuar a otimizar o processo de tratamento da solução."









