De acordo com pt.wedoany.com-A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) concluiu a implantação de 26 Unidades Demonstrativas (UDs) de café arábica e canéfora nos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas Gerais, com bom desenvolvimento no campo. O projeto visa fortalecer as cadeias produtivas agrícolas dessas regiões, por meio de pesquisas, seleção de variedades superiores, desenvolvimento tecnológico e capacitação de produtores nas unidades demonstrativas. Além disso, foram implantadas oito unidades demonstrativas de variedades de mandioca.

Quinze produtores selecionados de 11 municípios receberam mudas de 16 variedades de café arábica e 10 materiais de café canéfora (sendo nove clones (enxertia) e um de sementes). Esses produtores foram escolhidos com base em critérios como experiência no cultivo de café, diferentes condições climáticas e de solo, uso de irrigação e disposição para receber atividades de extensão.
O pesquisador da Epamig e coordenador do trabalho, Jéfferson de Oliveira Costa, afirmou que, antes do início do projeto, um diagnóstico técnico revelou baixa adoção de tecnologias cafeeiras na região, impactando os resultados dos produtores. Assim, o projeto elaborou um plano de fortalecimento das cadeias produtivas de café, mandioca, feijão e frutas. Nessas três regiões, o projeto será executado em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), o Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG), a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e a Embrapa Café, divisão de café da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.
Costa destacou que o objetivo é fortalecer essas atividades por meio de pesquisa, capacitação e difusão de tecnologias. As unidades demonstrativas de café, instaladas em propriedades de produtores parceiros, servirão como áreas para avaliar materiais genéticos sob as condições de cultivo da região, incluindo desenvolvimento vegetativo, incidência de doenças, produtividade e qualidade sensorial da bebida. Além de acompanhar o crescimento das culturas nas unidades parceiras, a equipe entregará aos participantes os resultados das avaliações, incluindo relatórios sobre diferentes variedades, consultorias técnicas e atividades de capacitação.
No cultivo de mandioca, as unidades demonstrativas também já estão implantadas, com experimentos abrangendo variedades para consumo in natura e uso industrial, acompanhando o desenvolvimento vegetativo e o desempenho produtivo. Trabalhos adicionais relacionados à pesquisa são realizados por instituições parceiras: a Unimontes é responsável por estudos sobre condicionadores de solo, variedades de feijão-caupi tolerantes à seca e experimentos com mandioca em condições irrigadas e de sequeiro, em colaboração com a Epamig; já o IFNMG desenvolve pesquisas com cacau, pitaya e uva. Segundo Costa, com o avanço do projeto, serão realizados dias de campo, seminários e outras atividades, apresentando diferentes formas de manejo nas instituições parceiras e nas unidades demonstrativas, ajudando outros produtores a conhecer e observar o desempenho, além de incentivar o plantio e a adoção de tecnologias.
Costa enfatizou que o cultivo de café tem perspectivas promissoras na região. "O cultivo de café, se bem manejado, pode agregar alto valor para o produtor e transformar a realidade, trazendo retorno financeiro mesmo em pequenas áreas."






