Instituto de Estradas de Angola e Infraestruturas de Portugal assinam acordo para cooperar na melhoria das infraestruturas rodoviárias
2026-07-16 10:32
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De acordo com pt.wedoany.com-O Instituto de Estradas de Angola (INEA) e a Infraestruturas de Portugal (IP) assinaram, esta quarta-feira, um memorando de entendimento para cooperação técnica no domínio das infraestruturas rodoviárias angolanas.

A cerimónia de assinatura decorreu na sede da IP, em Almada, Setúbal. O projeto "Diálogo UE-Angola", financiado pela União Europeia (UE), indicou, numa nota enviada à agência Lusa, que este acordo é o culminar de um percurso de colaboração entre as duas instituições, cujo ponto alto foi a Conferência Internacional sobre Concessões Rodoviárias, realizada em fevereiro deste ano, no Lobito, Angola. O projeto visa apoiar ações de diálogo entre Angola e as instituições europeias, com o objetivo de aprofundar a troca de conhecimentos e de melhores práticas.

O presidente da IP, Paulo Carmona, sublinhou, na cerimónia de assinatura, que um dos objetivos é "aproveitar ao máximo a Global Gateway", um programa da UE que visa desenvolver novas infraestruturas nos países em desenvolvimento. Paulo Carmona acrescentou que estes fundos europeus devem ser utilizados estrategicamente pelos países de língua portuguesa, especialmente Angola e Moçambique.

O presidente do INEA, Henrique Victorino, afirmou que se trata de uma ação ponderada, que representa o culminar de um longo percurso, com avanços e recuos. Considera que chegou o momento de as duas instituições assinarem um instrumento jurídico de cooperação.

Angola enfrenta desafios na gestão da sua rede rodoviária, agravados pela necessidade de expansão da rede, pela escassez de recursos públicos para a manutenção e pelo aumento de eventos climáticos extremos. De acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), a extensão total das estradas angolanas é de 80 mil quilómetros, dos quais apenas cerca de 30% estão pavimentados, um valor inferior à média da África Subsariana. O Banco Mundial alerta que a má qualidade das estradas nas zonas rurais limita o acesso aos mercados nacionais e internacionais.

Para inverter esta situação, o plano setorial para 2030 prevê um aumento de 142% da rede de estradas asfaltadas, o que reforça a urgência de introduzir o setor privado através de modelos de concessão sustentáveis.

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